Dublador Ricardo Schnetzer morre aos 72 anos após batalha contra ELA
O mundo da dublagem brasileira está de luto com a morte do renomado dublador Ricardo Schnetzer, aos 72 anos, nesta quarta-feira (04). A notícia foi confirmada por seu sobrinho, o também dublador Victor Vaz, que compartilhou uma emocionante homenagem nas redes sociais.
Uma jornada marcada por ética e dedicação
Em sua mensagem, Victor Vaz destacou a influência profunda do tio em sua vida e carreira. "Tio, obrigado por me acompanhar nessa jornada desde a minha adolescência. O senhor me ensinou o valor da palavra ÉTICA e a defendê-la com unhas e dentes", escreveu ele, ressaltando os princípios que guiaram a trajetória de Schnetzer.
Luta contra a esclerose lateral amiotrófica (ELA)
Ricardo Schnetzer havia sido diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica (ELA), uma doença degenerativa que afeta os neurônios motores, levando à perda progressiva de funções musculares. Para auxiliar nos custos do tratamento, seu sobrinho iniciou uma vaquinha online em janeiro deste ano.
A campanha tinha como meta arrecadar R$ 200 mil, mas conseguiu reunir aproximadamente R$ 119 mil. Os recursos foram direcionados para despesas essenciais, incluindo:
- Plano de saúde
- Contratação de cuidadoras
- Aquisição de medicamentos
Legado na dublagem brasileira
Ao longo de sua carreira, Ricardo Schnetzer deixou uma marca indelével na indústria da dublagem, emprestando sua voz a uma série de produções cinematográficas e televisivas. Entre seus trabalhos mais notáveis, destacam-se as dublagens de ícones do cinema, como:
- Richard Gere
- Tom Cruise
- Al Pacino
- Nicolas Cage
Além disso, ele também foi a voz brasileira do galã mexicano Fernando Colunga, interpretando o personagem Carlos Daniel na novela "A Usurpadora", consolidando sua presença em telenovelas que marcaram gerações.
A perda de Ricardo Schnetzer deixa um vazio no cenário cultural brasileiro, mas seu legado artístico e os valores que transmitiu continuarão a inspirar futuras gerações de dubladores e admiradores.



