Artistas rebatem falas machistas de Juliano Cazarré em debate na GloboNews
Artistas rebatem falas machistas de Juliano Cazarré

O ator Juliano Cazarré voltou a causar polêmica com suas declarações durante um debate na GloboNews. Após anunciar o controverso “maior encontro de homens do Brasil”, ele enfrentou críticas de diversas atrizes e personalidades.

Declarações polêmicas

No debate com a psicanalista Vera Iaconelli e o consultor Ismael dos Anjos, Cazarré afirmou que “mais mulheres mataram homens do que homens mataram mulheres” e citou supostos métodos de educação sexual adotados em escolas. As falas geraram reações imediatas.

Reações das artistas

Leandra Leal cobrou das emissoras maior rigor na verificação de dados. “Uma mentira repetida mil vezes não vai virar verdade. Programas de debates e entrevistas não podem permitir que distorções de dados sejam usados para comprovar pontos de vista. A correção tem que vir na mesma velocidade da fala com checagem de fatos em tempo real”, escreveu.

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Lorena Comparato questionou a falta de embasamento científico: “Não é ilegal falar isso publicamente sem nenhum comprovante científico? Que perigo”.

Letícia Sabatella preferiu não polemizar, mas comentou: “Diálogo que une pontas soltas e amarra com mais bom senso. Tirando o Cazarré do lugar de ingenuidade e vítima e o introduz na consciência mais contemporânea. Reduzir tamanho privilégio masculino na sociedade é caminho pra igualdade.”

Juliette, campeã do BBB 21, fez um discurso sobre feminismo: “Não é uma opressão ao masculino. O feminismo é um aliado. Ele liberta também o masculino, o feminino sem dúvida, mas também o masculino de amarras, de forjas, de lugares que se mostram falidos. Existe um esforço tão grande em vitimizar o masculino, mas as verdadeiras vítimas são as mulheres.”

Educação sexual em pauta

Fernanda Nobre afirmou que as falas de Cazarré representam comportamentos repulsivos que ajudam a “manter privilégios masculinos na sociedade”. Ela destacou a necessidade de desconstruir essas ideias e promover uma visão mais igualitária.

Igor Cosso fez um vídeo reagindo às declarações errôneas sobre educação sexual nas escolas. Ele reforçou a importância de debater métodos anticoncepcionais entre os jovens. “Debater educação sexual nas escolas é fundamental porque informação também é uma forma de proteção. Quando o tema é tratado de maneira séria, responsável e adequada para cada faixa etária, os estudantes passam a compreender melhor o próprio corpo, os limites do consentimento, o respeito às diferenças e a importância das relações saudáveis. A educação sexual não incentiva a sexualização precoce; ao contrário, ajuda a prevenir abusos, violência, gravidez não planejada e infecções sexualmente transmissíveis, além de combater desinformação e preconceitos.”

Projeto anterior já havia gerado críticas

Cazarré já havia despertado a revolta entre colegas ao lançar o projeto O Farol e a Forja, em abril, voltado a “entender o que está acontecendo com os homens”. Atrizes como Marjorie Estiano, Claudia Abreu, Julia Lemmertz, Guta Stresser e Silvia Buarque criticaram a iniciativa. Marjorie destacou que o colega não criou o evento, apenas replicou um discurso “que já é ampla e profundamente difundido, enraizado e que mata mulheres todos os dias”.

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