Angelina Jolie visita fronteira do Egito com Gaza em missão humanitária
Angelina Jolie na fronteira de Gaza em missão humanitária

A atriz e ativista Angelina Jolie, de 50 anos, realizou uma visita de impacto à fronteira entre o Egito e a Faixa de Gaza nesta sexta-feira, 2 de janeiro de 2026. O objetivo da celebridade foi acompanhar de perto as operações de assistência à população afetada pelo conflito que já dura mais de dois anos.

Visita ao ponto crucial de ajuda

Jolie esteve no posto de passagem de Rafah, principal rota de entrada de suprimentos essenciais e de evacuação de feridos para a região de Gaza. No local, a atriz manteve contato direto com trabalhadores de organizações de socorro, voluntários e refugiados palestinos que foram transferidos para o Egito para receber tratamento médico.

Durante a visita, ela pôde observar a complexa logística de distribuição de ajuda e ouvir relatos em primeira mão dos profissionais que atuam sob condições extremamente difíceis. A equipe de Jolie destacou que a missão também visava angariar apoio para os trabalhadores humanitários que atuam não só em Gaza, mas também na crise do Sudão.

Apelo urgente por acesso e paz

Em comunicado divulgado após a visita, a posição de Angelina Jolie foi clara. “O que precisa acontecer é claro: o cessar-fogo deve ser mantido, e o acesso deve ser sustentado, seguro e ampliado com urgência”, afirmou o texto. A declaração enfatiza a necessidade de que ajuda, combustível e suprimentos médicos essenciais possam circular de forma rápida e consistente, no volume necessário para atender à população.

A atriz tem uma longa trajetória em questões humanitárias, tendo servido como enviada especial de boa vontade do ACNUR (Agência da ONU para Refugiados) por mais de duas décadas. Ela frequentemente usa sua notoriedade global para chamar a atenção para crises esquecidas ao redor do mundo.

Cenário de crescente preocupação

A visita de Jolie ocorre em um momento de aumento da preocupação internacional com a situação em Gaza. A escassez crônica de mantimentos básicos e o fluxo limitado de ajuda externa têm intensificado drasticamente as necessidades dos civis que vivem na região.

A fronteira de Rafah tem sido um dos poucos corredores viáveis para a entrada de assistência vital desde o início do conflito, tornando-a um símbolo tanto da crise logística quanto da esperança para milhares de pessoas.