Roda-gigante da Ponta Negra encerra atividades em Manaus após período conturbado
A roda-gigante que funcionava no complexo turístico da Ponta Negra, na Zona Oeste de Manaus, teve suas atividades encerradas oficialmente nesta segunda-feira (13). A estrutura, que chegou a cobrar ingressos de até R$ 46, já está sendo desmontada após cerca de cinco meses em operação, período marcado por polêmicas e incidentes.
Empresário celebra "capítulo gratificante" apesar dos desafios
O anúncio do encerramento foi feito nas redes sociais da empresa Wheel Manaus, responsável pelo empreendimento, e reforçado pelo proprietário Jean Praia. Em publicação pessoal, ele classificou o momento como o fim de "um dos capítulos mais gratificantes" de sua trajetória.
"Hoje encerro um dos capítulos mais gratificantes da minha trajetória: foi realizar o desafio de elevar o entretenimento da nossa cidade a um novo nível", escreveu o empresário, destacando o esforço envolvido na implantação e operação da atração.
Jean Praia reconheceu que o projeto enfrentou diversos obstáculos durante seu funcionamento. "Enfrentamos críticas, superamos dificuldades. Por vezes, tivemos que lidar com notícias falsas e ruídos de quem não conhece o suor que corre por trás das luzes", afirmou.
Polêmicas marcaram a operação da atração turística
A roda-gigante acumulou controvérsias significativas durante seu breve período de funcionamento. A mais grave ocorreu pouco mais de 48 horas após a inauguração, quando o equipamento travou com passageiros ainda nas cabines.
Vídeos divulgados na época mostraram clientes em situação de desespero. "Eu já chorei, eu ainda não queria vir. Estou presa aqui em cima", relatou uma das passageiras durante o incidente.
O caso gerou uma investigação da Polícia Civil e envolveu até acusações políticas. O então prefeito David Almeida afirmou em transmissão ao vivo que a equipe do ex-vereador Amauri Gomes teria cortado os fios de energia, versão que foi negada pelo próprio Amauri.
Empresa destaca transparência e agradece apoio
Na publicação institucional, a Wheel Manaus reforçou o sentimento de dever cumprido. "Missão cumprida: com a verdade e muito trabalho. Somos empreendedores 100% manauara", dizia o texto.
A empresa ainda agradeceu aos parceiros e ao poder público, mencionando especificamente a Implurb e a Prefeitura de Manaus. Os responsáveis destacaram que o empreendimento integra uma trajetória de mais de 40 anos no ramo de parques de diversão na capital amazonense.
O g1 solicitou um posicionamento oficial da Prefeitura de Manaus sobre o encerramento das atividades, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.
Legado e reflexões sobre o empreendimento
Jean Praia enfatizou que as críticas recebidas durante a operação da roda-gigante contribuíram para melhorias no serviço. "Cada fake news foi combatida com transparência; cada crítica construtiva nos fez melhorar", escreveu em suas redes sociais.
A atração, que se tornou um dos cartões-postais recentes de Manaus, representou um investimento significativo no setor de entretenimento da cidade. Apesar das polêmicas, o empresário mantém uma visão positiva sobre a experiência.
"Foram meses de trabalho intenso, desde o primeiro parafuso até cada sorriso que vi lá", completou Jean Praia, encerrando o ciclo da roda-gigante na Ponta Negra.



