A quarta edição do Derradeiro de Maio, realizada entre sexta-feira (15) e domingo (17) em Olho D'Água do Borges, no Rio Grande do Norte, reuniu mais de 12 mil pessoas e esgotou a rede hoteleira em pelo menos cinco cidades da região. O evento, que aconteceu na Cidade do Forró, na Fazenda Tome Xote, teve o cantor Dorgival Dantas como anfitrião e marcou a abertura do São João no Nordeste.
Atrações e novidades
Neste ano, o Derradeiro contou com cerca de 20 atrações, incluindo João Gomes, Waldonys, Alcymar Monteiro, Eliane, Flávio José, Lucy Alves, Joyce Alane, Alan Matias, Os 3 do Nordeste, Chambinho do Acordeon, Luiz Fidélis e Flávio Leandro. Pela primeira vez, o evento promoveu uma Sanfonada, que percorreu as ruas de Olho D'Água do Borges na tarde de sábado (16), celebrando o forró. Mais de 100 sanfoneiros de várias partes do país participaram, incluindo o anfitrião Dorgival Dantas. A população abraçou a iniciativa, tomando ruas e calçadas para acompanhar a passagem dos caminhões, transformando o trajeto em uma verdadeira celebração da cultura e valorização do forró.
Música religiosa
O evento também teve um terceiro dia dedicado exclusivamente à música religiosa no contexto do forró, reunindo caravanas de todo o Nordeste. Os artistas Ana Clara Rocha e Ítalo Poeta, considerados revelações da música cristã no Brasil, se apresentaram juntos. O cantor sergipano William Sanfona encerrou o evento com o show "Cantando para Deus".
Impacto econômico e social
De acordo com a organização, o Derradeiro de Maio gerou um aumento superior a 100% nas vendas de estabelecimentos comerciais, bares e restaurantes na região durante o período. Além disso, o evento arrecadou 15 toneladas de alimentos, que serão doados a famílias da região.
Cidade do Forró
A Fazenda Tome Xote, em Olho D'Água do Borges, abriga a "Cidade do Forró", uma vila cenográfica idealizada por Dorgival Dantas. Inaugurada em 2023, a estrutura foi construída para valorizar o forró e a cultura sertaneja, remetendo a vilarejos nordestinos da década de 1940. Desde maio de 2024, o local é reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Rio Grande do Norte, por meio de decreto publicado no Diário Oficial do Estado.



