Circuito Dança das Águas oferece oficinas gratuitas de danças amazônicas em Alter do Chão
Oficinas gratuitas de danças amazônicas em Alter do Chão

Circuito Dança das Águas promove oficinas gratuitas de danças tradicionais amazônicas em Alter do Chão

Neste sábado, dia 31 de janeiro, a vila de Alter do Chão, localizada em Santarém, no oeste do Pará, será palco de uma celebração vibrante da cultura amazônica. O projeto Circuito Dança das Águas realizará oficinas gratuitas de danças tradicionais, oferecendo ao público uma imersão nas ricas manifestações artísticas da região. A iniciativa, que integra um intercâmbio cultural e residência artística, tem como objetivo valorizar e fortalecer a identidade cultural amazônica através da dança.

Programação diversificada com foco na tradição e no debate

As atividades terão início às 14h e se estenderão até as 20h, no Espaço Cultural Katumawa Iwí. A programação inclui oficinas práticas ministradas pela agente cultural Gilvana Borari e por artistas convidados, abrangendo estilos como o Carimbó, o Lundu, o Boi-Bumbá e as danças tribais. Essas oficinas, que ocorrerão das 14h às 17h50, são uma oportunidade única para os participantes aprenderem e vivenciarem movimentos que carregam séculos de história e sabedoria ancestral.

Além das oficinas, o evento contará com dois painéis de debate gratuitos, que abordarão temas cruciais para a cena cultural amazônica. O primeiro painel, intitulado Corpo, Cultura Popular e Processos de Criação Cênica, acontecerá das 18h às 18h45 e contará com a participação de Ericky Nakanome, Yuri Matias, Samuel Tiago, Lara Taís, Maria Eulália e Crhistian Cota. Em seguida, das 19h às 20h, o segundo painel discutirá Gestão e Criação Artística na Cultura Popular Amazônica, com a presença de Ericky Nakanome, Yuri Matias, Samuel Tiago, Ana Maria Pinho e Osmar Vieira.

Iniciativa fortalece redes culturais e democratiza o acesso à arte

Idealizado por Gilvana Borari, o Circuito Dança das Águas busca não apenas ensinar danças, mas também ampliar as redes entre artistas da região e promover a circulação de conhecimentos ancestrais. O projeto entende a dança como uma prática cultural, uma expressão política e uma ferramenta essencial para o fortalecimento dos territórios amazônicos. Ao longo de sua programação, que inclui a criação de um espetáculo de dança, o circuito reúne artistas, agentes culturais e comunidades em processos colaborativos de formação e troca de saberes.

O projeto foi contemplado no Edital de Chamamento Público nº 05/2025, da Lei Aldir Blanc Estadual, na categoria Dança, reafirmando seu compromisso com a democratização do acesso à cultura e o apoio às expressões artísticas locais. As inscrições para as oficinas já estão abertas e devem ser realizadas por meio de um formulário online disponibilizado pelos organizadores.

Todas as atividades do dia são gratuitas, incluindo as oficinas, os painéis e a participação do público, garantindo que a cultura amazônica seja acessível a todos. Este evento representa um passo importante na preservação e promoção das tradições dançantes da Amazônia, conectando passado e presente em uma experiência enriquecedora.