A centésima edição da tradicional Corrida Internacional de São Silvestre, disputada nesta terça-feira (31) em São Paulo, foi decidida nos metros finais em uma emocionante reviravolta. O etíope Muse Gisachew garantiu o título ao superar o queniano Jonathan Kipkoech Kamosong já próximo à linha de chegada, na Avenida Paulista.
Decisão nos segundos finais na Paulista
Jonathan Kipkoech Kamosong comandou a maior parte da prova com uma liderança confortável, parecendo caminhar para a vitória. No entanto, nos instantes decisivos, Muse Gisachew encontrou um fôlego extra e disparou em uma arrancada fulminante. A ultrapassagem aconteceu a poucos metros do final, definindo o campeão da edição histórica da prova.
O tempo oficial do vencedor, Muse Gisachew, foi de 44 minutos e 28 segundos. O queniano Jonathan Kipkoech Kamosong, que viu a vitória escapar nas últimas braçadas, completou o percurso em 44 minutos e 32 segundos, apenas quatro segundos atrás do etíope.
Brasileiro sobe ao pódio em terceiro lugar
O atleta brasileiro Fábio de Jesus Correia conquistou um honroso terceiro lugar, subindo ao pódio da São Silvestre. Ele cruzou a linha de chegada com o tempo de 45 minutos e 06 segundos, garantindo uma colocação de destaque para o país sede.
A última vitória brasileira na prova masculina da São Silvestre havia sido em 2010, com Marilson Gomes dos Santos. O pódio desta edição centenária foi completado por outros dois quenianos: William Kibor chegou em quarto lugar (45min28s), e Reuben Logonsiwa Poguisho ficou com a quinta posição (45min46s).
Um marco para o atletismo de rua
A 100ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre fica marcada por uma final eletrizante e pela quebra de uma hegemonia que parecia definida. A virada de Muse Gisachew nos momentos finais transformou a prova em um espetáculo à altura de sua história centenária, demonstrando que no atletismo de rua a corrida só termina após a linha de chegada.