Messi, Cristiano Ronaldo e Ochoa: os primeiros a jogar seis Copas do Mundo
Messi, CR7 e Ochoa: recorde de seis Copas

Com a confirmação de Cristiano Ronaldo, Lionel Messi e Guillermo Ochoa nas listas para a Copa do Mundo de 2026, o futebol masculino atingiu um marco inédito: os três se tornaram os primeiros atletas a participar de seis edições do torneio. O feito supera nomes históricos como Lothar Matthäus, Antonio Carbajal, Rafael Márquez e Gianluigi Buffon, que pararam em cinco participações.

Os protagonistas do recorde

Aos 41 anos, Cristiano Ronaldo disputará seu sexto Mundial por Portugal. Lionel Messi, aos 38, repetirá a marca pela Argentina. Já o goleiro mexicano Guillermo Ochoa, aos 40, ampliará uma trajetória iniciada em 2006. O trio comprova que a longevidade no esporte de alto nível é cada vez mais possível.

O que mudou no futebol?

Há 20 ou 30 anos, era raro ver jogadores de linha atuando em alto nível após os 35 anos. Pelé, por exemplo, disputou sua última Copa em 1970, aos 29 anos. Hoje, a preparação física é individualizada, com nutricionistas, fisiologistas, análise do sono, medicina regenerativa e monitoramento biométrico em tempo real. Cristiano Ronaldo é o exemplo mais emblemático dessa transformação, com disciplina quase científica em relação ao corpo.

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Messi, que enfrentou problemas musculares no início da carreira, adaptou seu estilo de jogo, tornando-se menos explosivo e mais cerebral. Em entrevistas, o argentino afirmou que precisou ser mais cuidadoso com o corpo e adaptar sua preparação.

Valorização da experiência

Além da ciência esportiva, o futebol mudou: atletas experientes são valorizados pelo repertório tático, liderança e leitura de jogo. Embora percam em explosão física para os mais jovens, compensam com equilíbrio emocional e conhecimento acumulado, atributos decisivos em partidas eliminatórias.

Disputar seis Copas exige estrear cedo, evitar lesões graves, manter-se relevante por duas décadas e nascer em um país que se classifique regularmente para o Mundial. A marca de Messi, Ochoa e Cristiano Ronaldo sinaliza uma mudança no futebol moderno: carreiras de elite agora avançam para perto dos 40 anos, exigindo preparação física, adaptação e gestão do corpo como nunca antes.

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