A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e o Flamengo abriram um novo capítulo no embate sobre o calendário do futebol brasileiro. A resposta da CBF às críticas do clube carioca veio neste sábado, 23, após o Flamengo questionar a realização da 18ª rodada do Brasileirão de 2026, marcada para os dias 30 e 31 de maio. A rodada é a última antes da pausa de quase dois meses para a Copa do Mundo, e o Flamengo alega que será prejudicado por perder jogadores convocados para suas seleções.
Flamengo critica falta de isonomia
O Flamengo enfrentará o Coritiba sem parte importante de seu elenco, incluindo os convocados Danilo, Alex Sandro, Léo Pereira e Lucas Paquetá. Em nota divulgada no sábado, o clube afirmou que a decisão da CBF de não adiar a rodada fere a isonomia esportiva. O Flamengo também cobrou uma reflexão sobre o calendário do futebol brasileiro e defendeu maior protagonismo para uma liga organizada pelos próprios clubes.
CBF defende acordo prévio
A CBF respondeu de forma dura e direta, reforçando que o calendário já era conhecido desde 2025, incluindo as datas da Copa do Mundo e das rodadas do Campeonato Brasileiro. A entidade lembrou que todos os clubes aprovaram o calendário por unanimidade, inclusive o Flamengo, que não teria solicitado alterações na 18ª rodada durante as discussões. Segundo a CBF, atender ao pedido do Flamengo implicaria remarcar o jogo para uma data reservada à Copa do Brasil, o que beneficiaria exclusivamente o clube carioca e configuraria “tratamento privilegiado”, violando o princípio da igualdade entre os competidores.
Disputa vai além do adiamento
O embate também possui um componente político. A CBF afirmou apoiar a criação de uma futura liga de clubes, desde que os participantes respeitem as regras aprovadas coletivamente e mantenham os acordos estabelecidos antes do início do campeonato. A sinalização reforça a defesa da entidade por decisões estruturais e coletivas, em vez de alterações pontuais para atender interesses específicos. Dessa forma, a disputa deixou de ser apenas sobre adiar um jogo e se transformou em uma discussão mais ampla sobre calendário, impacto das convocações da Copa, equilíbrio competitivo e poder dos clubes diante da CBF.



