Nesta segunda-feira, 18, enquanto o técnico Carlo Ancelotti realizava a aguardada convocação para a Copa do Mundo, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) já comemorava um feito financeiro expressivo. Com 12 parcerias firmadas, a entidade alcançou a marca de mais de R$ 170 milhões de euros (equivalente a R$ 1 bilhão) apenas com receitas de patrocínios. O montante representa um recorde histórico para a instituição, que enfrentou uma debandada de patrocinadores no ano anterior devido às denúncias envolvendo o ex-presidente Ednaldo Rodrigues.
Recuperação e novas parcerias
Sob a nova gestão do presidente Samir Xauad, a CBF conseguiu atrair gigantes como Amazon, Google, Azul, Uber, Volkswagen, iFood e Sadia. Essas marcas se juntaram a Nike, Itaú, Ambev, Vivo e Cimed, que já integravam o portfólio de patrocinadores. A Amazon e o Google, no entanto, não terão seus logos estampados no uniforme da seleção, pois todas as propriedades já estão ocupadas. A recuperação da credibilidade foi apontada como fator crucial para o retorno dos investidores.
“A CBF é uma instituição que cuida dos maiores patrimônios do povo brasileiro, no caso a seleção e as competições. Não tenho dúvida que a tendência é que novos e potenciais patrocinadores cheguem, pois as notícias positivas desta atual gestão trazem credibilidade para esses parceiros que querem estar perto”, analisa Rene Salviano, CEO da Heatmap, agência responsável pela intermediação de quatro novas marcas para o futebol feminino da CBF (Uber, Hyundai, Amazon e Itambé).
Crise superada
Em 2025, a CBF perdeu quatro grandes patrocinadores: Gol Linhas Aéreas, Mastercard, Pague Menos e TCL, que rescindiram contratos em vigência devido à crise envolvendo Ednaldo Rodrigues. A atual gestão implementou medidas como o fair play financeiro, vistas como sinais de transparência e governança. Para Joaquim Lo Prete, country manager da Absolut Sport no Brasil, a entrada de novos patrocinadores fortalece todo o ecossistema do futebol brasileiro.
“Em ano de Copa do Mundo, a entrada de novos patrocinadores na CBF fortalece não apenas a seleção, mas todo o ecossistema do futebol brasileiro. Um ambiente mais profissionalizado e valorizado comercialmente amplia a visibilidade internacional e estimula o turismo esportivo”, pontua Joaquim Lo Prete.
Impacto de Ancelotti
A presença do técnico Carlo Ancelotti, considerado um dos maiores do mundo e que já negocia renovação até 2030, também tem despertado interesse comercial. O italiano já realizou propagandas para Brahma e Volkswagen, beneficiando indiretamente a CBF. Bruno Brum, CMO da Agência End to End, destaca que a entidade vive um movimento de reconstrução de marca.
“A CBF vive um movimento claro de reconstrução de marca: ao atrair gigantes em contratos significativos, a entidade não apenas reforça o caixa, mas sinaliza ao mercado que recuperou governança, previsibilidade e valor comercial. A presença de um nome global como Carlo Ancelotti ainda potencializa esse ativo”, explica Bruno Brum.
Thales Rangel Mafia, Gerente de Marketing da Multimarcas Consórcios, complementa que a Seleção Brasileira busca resgatar sua essência como ponto de união nacional. Fábio Wolff, sócio-diretor da Wolff Sports, elogia o trabalho de resgate da imagem da entidade. Com a Copa do Mundo se aproximando, a CBF demonstra que superou a crise e está pronta para competir dentro e fora de campo.



