Samba-enredo em homenagem a Lula enfrenta boicote no Spotify, segundo escola de samba
A Acadêmicos de Niterói, escola de samba estreante no grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro, está no centro de uma polêmica envolvendo seu samba-enredo para 2026, que homenageia o presidente Lula (PT). A agremiação acusa a oposição política de organizar uma campanha para derrubar a música na plataforma de streaming Spotify, onde ela se mantém como a menos executada entre as escolas de samba nesta quarta-feira, 28 de janeiro.
Reação da escola e acusações de boicote
Em nota oficial, a Acadêmicos de Niterói atribuiu a baixa audiência a uma ação coordenada de grupos de direita, afirmando que a iniciativa visa sabotar a homenagem ao presidente. A escola destacou que o samba-enredo tradicionalmente serve como voz das comunidades marginalizadas, e que a reação negativa reflete um medo da cultura popular e da história do povo brasileiro.
A agremiação pediu uma mobilização imediata de seus torcedores, incentivando-os a aumentar as execuções no Spotify, compartilhar a música e engajar outros apoiadores. A mensagem enfatiza a importância de resistir a táticas consideradas desleais, reforçando o papel político e cultural do Carnaval.
Contexto do enredo e impacto no Carnaval 2026
O enredo sobre Lula é visto como uma estratégia da Acadêmicos de Niterói para consolidar sua presença no grupo Especial, buscando cativar seguidores e gerar visibilidade. No entanto, a polêmica em torno do samba pode afetar sua recepção durante os desfiles, levantando debates sobre a interseção entre política, entretenimento e cultura no Brasil.
Especialistas em Carnaval observam que embates como este não são incomuns, mas ressaltam o potencial do caso para influenciar a narrativa do evento em 2026, especialmente em um cenário de polarização política.