Museu Mazzaropi em Taubaté celebra 114 anos do artista com acervo e programação especial
O Museu Mazzaropi, localizado em Taubaté, no interior de São Paulo, reúne um acervo diversificado que narra e revive a trajetória de Amácio Mazzaropi, um dos maiores ícones do cinema brasileiro. Nesta quinta-feira (12), o artista completaria 114 anos, e o espaço mantém viva sua história e arte por meio de objetos, cenários e equipamentos utilizados em suas produções cinematográficas.
História e fundação do museu
Segundo Verônica Ferreira, porta-voz do museu, o local foi idealizado pela família Roman, que não possui parentesco com o ator, após adquirir parte dos bens de Mazzaropi em um leilão. Isso ocorreu porque o artista não era casado e não tinha filhos. Em 2001, foi fundado o Instituto Mazzaropi, responsável pela estrutura atual do museu, que preserva cuidadosamente o legado do cineasta.
Acervo e atrações do espaço
O acervo do Museu Mazzaropi inclui uma variedade de itens que encantam os visitantes:
- Equipamentos antigos de filmagem, como câmeras, microfones e itens de iluminação.
- Móveis, figurinos e objetos utilizados durante as gravações dos filmes.
- Itens icônicos, como a espingarda de cano torto, que atrai muitos para fotos, e cachimbos.
- Notas do filme 'Nadando em Dinheiro', que fazem parte da coleção.
A exposição também apresenta uma linha do tempo detalhada da vida e carreira de Mazzaropi, desde seu nascimento até o último filme, além de representações cenográficas do quarto e cozinha do personagem Jeca Tatu. O maior volume do acervo é composto por fotografias, que hoje integram um acervo digital, facilitando o acesso e a preservação da memória visual.
Arquitetura e localização única
A arquitetura do museu foi planejada para lembrar uma lata de filme antiga, com janelas que simulam películas contendo imagens do ator. No mesmo terreno, encontra-se o hotel onde Mazzaropi gravou cenas de suas últimas obras. Embora esteja no local histórico, o acesso ao hotel é separado da visitação ao museu, permitindo uma experiência focada na história cinematográfica.
Memória afetiva e representatividade
De acordo com Verônica Ferreira, manter viva a história de Mazzaropi significa preservar uma memória afetiva que atravessa gerações e promove representatividade. "Essa parte do cinema é muito importante, mas, além disso, era a figura que ele representava nesses filmes, que era o caipira. Da valorização da cultura caipira, da representatividade, que a gente tanto fala hoje, mas a gente consegue ter já lá atrás, nos filmes do Mazzaropi. Porque os heróis dos filmes dele eram o motorista, o jardineiro, quem cuidava do gado", comentou.
A proposta do espaço é apresentar esse legado às novas gerações e destacar o cinema nacional. Mazzaropi participou de 32 filmes, contando produção e atuação, deixando um impacto duradouro na cultura brasileira.
Funcionamento e programação especial
O Museu Mazzaropi funciona de terça a domingo, com horários que podem ser ampliados em datas especiais, como na 31ª Semana Mazzaropi, em homenagem aos 114 anos do artista:
- Terça a sexta-feira: das 8h30 às 12h.
- Sábados e domingos: das 8h30 às 17h.
Os ingressos custam a partir de R$ 11, com meia-entrada para estudantes, professores e pessoas com mais de 60 anos. Grupos maiores necessitam de agendamento prévio e contam com tour guiado, enquanto visitas em família ou grupos reduzidos, com até 10 pessoas, não exigem marcação.
O espaço promove sessões dos filmes de Mazzaropi todos os domingos, às 10h30, além de oficinas educativas voltadas ao cinema para todas as idades. A equipe do museu, formada por cinco pessoas, é responsável pelo atendimento ao público, organização das visitas, atividades e conservação do acervo, garantindo uma experiência enriquecedora para todos os visitantes.



