Freixo defende investimento da Embratur no Carnaval e reage a questionamento sobre verba para escola que homenageia Lula
O presidente da Embratur, Marcelo Freixo, se manifestou publicamente sobre a polêmica envolvendo o investimento federal no Carnaval carioca, especialmente em relação ao repasse de recursos para a escola de samba Acadêmicos de Niterói, que planeja homenagear o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no desfile de 2026. A declaração ocorre após o partido Novo protocolizar um pedido no Tribunal de Contas da União (TCU) solicitando a suspensão do repasse de 1 milhão de reais destinado à agremiação.
Contexto da controvérsia e posicionamento de Freixo
Freixo esclareceu que não há qualquer recomendação formal do TCU sobre o caso, destacando que a solicitação do partido Novo foi negada pelo ministro Aroldo Cedraz. Segundo ele, a liminar não foi aceita porque os recursos são provenientes de um termo de cooperação que visa ampliar a visibilidade internacional do Brasil como destino turístico, um objetivo central da Embratur. O presidente da autarquia enfatizou que o papel da instituição é promover o turismo, sem interferir nas escolhas artísticas dos eventos culturais que patrocina.
Defesa da neutralidade artística e distribuição equitativa de verbas
Em sua argumentação, Freixo reforçou que a Acadêmicos de Niterói é uma entidade privada com autonomia para decidir suas homenagens, que podem variar de personalidades como Rosa Magalhães e Ney Matogrosso a figuras políticas como Lula. Ele afirmou que a Embratur não deve se intrometer nesse processo, limitando-se a apoiar financeiramente o Carnaval como um todo. Além disso, ressaltou que os 12 milhões de reais investidos na festa serão distribuídos igualmente entre todas as escolas de samba, garantindo transparência e equidade no uso dos recursos públicos.
Implicações políticas e reações
A polêmica reflete tensões políticas em torno do uso de verbas públicas em eventos culturais, com críticas de partidos como o Novo, que questionam a destinação de fundos para homenagens a figuras políticas. No entanto, Freixo defendeu que a Embratur age dentro de suas atribuições legais, focando no retorno turístico e na promoção do Brasil no exterior, sem viés partidário. A situação tem gerado debates sobre a liberdade artística e a gestão de recursos em grandes eventos nacionais, com possíveis desdobramentos no cenário político e cultural brasileiro.