Maracatu da Favela tem carros saqueados e bonecos do Super Mario furtados no Sambódromo do Amapá
Carros saqueados e Super Mario furtado no Sambódromo do Amapá

Maracatu da Favela sofre saques e furto de bonecos do Super Mario após desfile no Amapá

A tradicional escola de samba Maracatu da Favela foi alvo de saques na madrugada de sábado (14), logo após a dispersão do desfile no Sambódromo de Macapá, no Amapá. Além de carros alegóricos terem sido danificados e saqueados, quatro bonecos gigantes do personagem Super Mario, que faziam parte da apresentação da agremiação, foram furtados. Três dos bonecos já foram recuperados pela escola, mas um ainda permanece desaparecido, mobilizando uma busca intensa nas redes sociais e na comunidade local.

Recuperação dos bonecos e denúncia de saques recorrentes

O diretor da escola, Sandro Macapá, explicou que os bonecos do Super Mario eram um dos elementos centrais do enredo deste ano, intitulado "Xeque-Mate! Quem dá as cartas é Favela", que usava jogos como metáfora para destacar a comunidade como protagonista. Segundo ele, os saques são um problema crônico que afeta não apenas o Maracatu da Favela, mas outras escolas de samba do estado todos os anos. "Infelizmente, isso acontece todo ano, não só com o Maracatu da Favela. As alegorias têm materiais caros e acabam sendo saqueadas. Retiramos a iluminação e deixamos a estrutura para recolher no dia seguinte. Mas, para nossa surpresa, os Super Mários não estavam mais lá", afirmou Sandro.

Os três bonecos recuperados foram encontrados em locais próximos ao Sambódromo: dois em uma área de pontes e outro em um condomínio residencial. A recuperação foi possível graças a uma mobilização nas redes sociais, onde internautas denunciaram os locais onde os bonecos estavam abandonados. Sandro destacou que a área onde as alegorias ficam armazenadas após os desfiles é de responsabilidade da Liga Independente das Escolas de Samba do Amapá (Liesap), mas mesmo assim, os incidentes persistem.

Impacto financeiro e patrimonial para a escola

O furto dos bonecos representa uma perda significativa para o Maracatu da Favela, tanto em termos financeiros quanto patrimoniais. Sandro Macapá ressaltou que as peças são caras e costumam ser reaproveitadas ou vendidas para reduzir os custos de produção dos desfiles futuros. "É patrimônio da escola, que gastou para produzir. Ninguém tem direito de saquear", disse ele, enfatizando a importância de preservar esses materiais, que são essenciais para a continuidade das tradições carnavalescas no estado.

A escola, que faz parte do grupo especial do carnaval amapaense e foi a quarta a desfilar na Avenida Ivaldo Veras, ainda busca o quarto boneco do Super Mario. Enquanto isso, as outras escolas têm até segunda-feira (16) para retirar suas alegorias do Sambódromo, antes que o material seja transferido para a Cidade do Samba, conforme as regras estabelecidas pela Liesap.

Contexto do carnaval e mobilização comunitária

Este incidente ocorre em um momento de grande visibilidade para o carnaval do Amapá, que tem atraído atenção nacional com desfiles criativos e enredos inovadores. O Maracatu da Favela, uma das escolas mais tradicionais do estado, usa seu desfile para abordar temas sociais, como a valorização das comunidades faveladas, refletindo a rica cultura local. A mobilização nas redes sociais para recuperar os bonecos demonstra o engajamento da comunidade em proteger o patrimônio cultural e artístico das escolas de samba.

Além disso, o caso levanta questões sobre a segurança e a logística pós-desfile no Sambódromo, com Sandro Macapá sugerindo a necessidade de medidas mais eficazes para prevenir saques futuros. A Liesap e as autoridades locais podem precisar revisar os protocolos de armazenamento e vigilância das alegorias, garantindo que eventos como este não se repitam, preservando assim a integridade das apresentações carnavalescas que são um orgulho para o Amapá.