Ambulantes iniciam acampamento no Ibirapuera para assegurar presença no Carnaval de Rua 2026
Vendedores ambulantes cadastrados para atuar no Carnaval de Rua 2026 estão montando um acampamento improvisado nas proximidades do Parque do Ibirapuera, na Zona Sul de São Paulo. O objetivo é garantir a entrada no circuito que receberá os megablocos durante os oito dias de folia, que inclui pré-carnaval, carnaval e pós-carnaval.
Disputa por espaço e expectativa com atrações
Desde o dia 21 de janeiro, cerca de 20 ambulantes se revezam em um acampamento com lonas pretas na Praça Eisenhower, representando um grupo de aproximadamente 500 trabalhadores. Apesar de não haver um limite oficial de vendedores por bloco, em anos anteriores muitos ficaram fora do circuito devido à superlotação. Neste ano, 15 mil vendedores se cadastraram para trabalhar durante a festa.
Entre as atrações mais aguardadas está a cantora Ivete Sangalo, que participará pela primeira vez do carnaval de São Paulo, aumentando a expectativa e a competição por lugares privilegiados.
Condições difíceis e estratégia de sobrevivência
A consultora de vendas Gleice dos Santos, que trabalha no circuito desde 2020, descreve a rotina no acampamento como desafiadora. “A gente montou um ‘acampamento’ com lona para se proteger da chuva e tem um banheiro químico disponível. É bem complicado, bem difícil mesmo”, afirma ela. Gleice prefere a região do Ibirapuera por considerá-la mais segura e organizada, mas ressalta a incerteza sobre o número exato de ambulantes permitidos.
Posicionamento da Prefeitura e preocupações com segurança
A Prefeitura de São Paulo informou que os ambulantes cadastrados poderão entrar nos circuitos apenas no dia dos desfiles, com agentes municipais e de segurança presentes para garantir a segurança de foliões, artistas e vendedores. No entanto, a falta de transparência sobre os limites contribui para a ansiedade dos trabalhadores, que buscam antecipar-se para assegurar os melhores pontos de venda.
Este cenário reflete a intensa disputa econômica e logística que envolve o Carnaval de Rua, um evento que movimenta milhares de pessoas e gera oportunidades significativas para pequenos empreendedores, mas também expõe vulnerabilidades no planejamento urbano e social.
