Zico relembra passagem por Brasília nos anos 90 e momentos marcantes no futebol
Zico relembra passagem por Brasília e momentos no futebol

Zico relembra experiência em Brasília como secretário de esportes e momentos marcantes no futebol

Antes de se tornar um ídolo internacional no Japão, Arthur Antunes Coimbra, mais conhecido como Zico, teve uma passagem significativa pelo Distrito Federal no início da década de 1990. Em entrevista exclusiva, o ex-jogador compartilhou detalhes sobre esse período, quando assumiu a Secretaria Nacional de Desportos durante o governo de Fernando Collor.

Rotina intensa entre trabalho e "peladas" com amigos

Zico descreveu sua experiência em Brasília como muito positiva, apesar da agenda lotada. "Foi muito boa, apesar de que trabalhava muito, estava sempre ocupado. O presidente Collor sempre mandava representar ele em algum lugar", contou o ex-jogador. Mesmo com os compromissos oficiais, ele garantia momentos de lazer: "Não podia ficar muito tempo aqui não, mas curti muitas 'peladas' com os amigos, às quartas-feiras, principalmente".

O ex-craque dividia sua semana entre a capital federal e o Rio de Janeiro, ficando em Brasília normalmente de terça a quinta-feira. "Curtia Brasília com amigos, conhecendo lugares, jogando futebolzinho, tênis… e trabalhando muito", afirmou Zico, demonstrando como equilibrava responsabilidades profissionais e momentos de descontração.

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Momentos marcantes em campo na capital federal

Mesmo com poucas partidas disputadas em Brasília, alguns episódios ficaram gravados na memória do ídolo do Flamengo. Um deles foi o jogo contra o Ceub em 1974, no antigo estádio Pelezão, localizado no Guará. Na ocasião, Zico atuou ao lado do irmão, Edu Coimbra, e ambos marcaram gols. "Eu fiz um gol, o Edu fez outro. Os dois irmãos. Então, foi legal, foi muito bacana", relembrou com entusiasmo.

Outro momento inesquecível aconteceu durante uma partida da Seleção Brasileira de Masters, organizada pelo narrador Luciano do Valle. Após marcar um gol aos 33 minutos do segundo tempo, a torcida invadiu o campo para comemorar com os ídolos, encerrando prematuramente a partida. "Eu fiz o gol, invadiram o campo, acabou o jogo. Foi no final, não teve mais jogo", contou Zico em tom descontraído. Em 2023, o ex-jogador compartilhou o vídeo desse episódio em suas redes sociais, descrevendo-o como "um momento engraçado na Seleção de Masters em Brasília".

Documentário "Zico, o Samurai de Quintino"

As declarações foram dadas durante a pré-estreia do documentário "Zico, o Samurai de Quintino" em Brasília. A produção, que chega aos cinemas em 30 de abril, é uma coprodução da Globo Filmes com o Sportv e conta com patrocínio do Sicoob. Zico fez um convite especial ao público: "Não vá pensando que vai ver só gol. Porque, quando você fala alguma coisa de jogador de futebol, muita gente pensa em gol, em chutes, e isso a televisão tem demais".

O ex-jogador explicou que o filme reúne imagens de arquivo raras, registros familiares e depoimentos de grandes nomes do futebol, incluindo materiais de sua passagem pelo Japão. "Tem gols, mas com imagens totalmente diferentes, que nem eu mesmo não conhecia", destacou Zico sobre o conteúdo inédito apresentado na produção.

Legado e atuação atual

Aos 73 anos, Zico mantém vínculos com ambas as facetas de sua carreira. Ele atua como embaixador do Flamengo e conselheiro do Kashima Antlers, clube japonês. Sobre seu sucesso, refletiu: "Isso tudo foi fruto da dedicação que eu tive no Flamengo, por amar o Flamengo, por ser torcedor e jogar sempre como torcedor".

Quanto à sua experiência no Japão, Zico destacou o aspecto formativo: "E, lá no Japão, há aquela vontade de fazer não eles aprenderem a jogar, mas se comportarem como profissionais de futebol". Sua passagem pelo país asiático é um dos destaques do documentário, que promete revelar aspectos menos conhecidos da trajetória do ídolo brasileiro.

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