O técnico do West Ham, Nuno Espírito Santo, manifestou abertamente seu descontentamento com a saída do meio-campista Lucas Paquetá, que nesta quinta-feira (29) desembarcou no Rio de Janeiro para oficializar sua contratação pelo Flamengo. Em declarações à imprensa, o comandante português não escondeu a tristeza pela partida do jogador, ao mesmo tempo em que criticou o momento escolhido para a transação.
Um jogador considerado insubstituível
Nuno Espírito Santo foi enfático ao descrever a importância de Paquetá no elenco do West Ham. "Lucas deixou claro que queria voltar para casa. É um jogador e uma pessoa especial", afirmou o treinador. Ele ressaltou que as habilidades únicas do atleta tornam sua reposição uma tarefa extremamente complicada. "Não se pode substituir o Lucas, porque ele é único. Ele é o número 10 por suas habilidades especiais. Você não encontrará muitos jogadores como Lucas no mercado", completou, deixando claro o vazio que a saída representa para a equipe.
Timing da transferência em questão
No entanto, o técnico fez questão de pontuar que a negociação poderia ter ocorrido em um período mais favorável para o West Ham. Atualmente, o clube luta contra o rebaixamento no Campeonato Inglês, ocupando a 18ª posição com apenas 20 pontos, cinco a menos que o Nottingham Forest, primeiro time fora da zona de degola. "Com relação ao clube, não foi a melhor forma, acho que tudo poderia ser diferente, mas as circunstâncias são o que são, ele [Paquetá] queria ir para o Brasil", explicou Nuno.
Ele ainda complementou: "Se fosse em outra parte da temporada, se nós não estivéssemos na situação que estamos". Essa observação evidencia a preocupação com o impacto imediato da perda de um jogador-chave em um momento tão crítico da campanha.
Valor recorde e emoção do retorno
A transferência foi concretizada por 42 milhões de euros, o equivalente a aproximadamente R$ 260 milhões, com pagamento escalonado até 2028. Esse montante fez de Paquetá a contratação mais cara da história do futebol brasileiro, superando marcas anteriores. O meio-campista, de 28 anos, assinou um vínculo de cinco anos com o Flamengo, retornando ao clube onde iniciou sua carreira.
Ao chegar ao Rio de Janeiro, Paquetá não conteve a emoção. Em entrevista à FlaTV, o jogador declarou: "Eu sei que talvez o Flamengo não precisasse de mim, mas eu precisava do Flamengo. Meu coração é Rubro-Negro". Suas palavras refletem o forte laço afetivo com a torcida e a instituição, marcando um reencontro carregado de simbolismo.
Desafios para o West Ham
Com a saída de Paquetá, o West Ham se vê obrigado a reestruturar seu meio-campo em meio a uma batalha pela permanência na elite do futebol inglês. Nuno Espírito Santo admitiu que a equipe terá de se adaptar com os recursos disponíveis: "Temos que seguir com o que temos". A frase sublinha a necessidade de resiliência e trabalho coletivo para superar a ausência de um talento tão distintivo.
Enquanto isso, o Flamengo celebra a aquisição de um reforço de alto nível, que promete agregar qualidade técnica e experiência internacional ao elenco. A torcida rubro-negra aguarda ansiosamente a estreia de Paquetá, na expectativa de que ele ajude o clube a conquistar novos títulos nacionais e internacionais.