Surf Brasil estabelece regras para formação da seleção rumo a Los Angeles 2028
A Confederação Brasileira de Surf divulgou oficialmente nesta terça-feira, 24 de fevereiro, os critérios que serão utilizados para a formação da seleção nacional que buscará vagas para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. O anúncio segue a confirmação do novo sistema de classificação estabelecido pela Federação Internacional de Surf e homologado pelo Comitê Olímpico Internacional.
Mudanças significativas no modelo de qualificação
A principal alteração no formato olímpico é a valorização dos ISA Games, que passam a distribuir a maior parte das 48 vagas disponíveis - sendo 24 no masculino e 24 no feminino - ao longo das edições de 2026, 2027 e 2028. Em contrapartida, o ranking da World Surf League terá seu peso reduzido consideravelmente: apenas cinco homens e cinco mulheres se classificarão através do Championship Tour, com limite de um atleta por país em cada gênero.
O ciclo olímpico terá início já em 2026, com o primeiro ISA Games ainda sem data definida. As equipes campeãs por nação nas categorias masculina e feminina garantirão vagas diretas para Los Angeles, modelo que será repetido em 2027. A edição de 2028 distribuirá dez vagas por gênero, sempre respeitando o limite por país estabelecido pelas regras internacionais.
Critérios de convocação da seleção brasileira
O Brasil terá direito a inscrever três homens e três mulheres em cada edição dos ISA Games. A prioridade será dada aos surfistas mais bem colocados no ranking do Circuito Mundial do ano corrente, considerando a posição até 30 dias antes da competição. Dessa forma, atletas da elite mundial terão duas possibilidades distintas de classificação: tanto pelo circuito profissional quanto pelos eventos organizados pela ISA.
Caso as vagas não sejam completamente preenchidas - cenário considerado mais provável na categoria feminina, onde há menos brasileiras no Championship Tour - a convocação será complementada com atletas até o top 40 do Challenger Series, a divisão de acesso do surf mundial. Se ainda persistirem lacunas, entrará em cena o ranking nacional mantido pela própria confederação brasileira.
Foi exatamente por esse caminho alternativo que a surfista Tainá Hinckel garantiu a vaga extra por equipes para os Jogos Olímpicos de Paris 2024, demonstrando a importância desse mecanismo de convocação.
Posicionamento otimista da confederação
O presidente da Surf Brasil, Teco Padaratz, manifestou otimismo em relação ao novo formato de classificação, posição que ele já havia defendido anteriormente em entrevistas à imprensa especializada. "Nós da Surf Brasil estamos bem empolgados com a confirmação do novo método de classificação olímpica criado pela ISA e homologado pelo COI", declarou Padaratz.
O dirigente acrescentou: "Acredito que teremos mais oportunidades nas competições onde o Brasil tem excelente histórico de classificação. Alguns dos nossos atletas se classificaram para os últimos Jogos através deles e não vamos poupar esforços para dar a melhor condição possível para a Seleção Brasileira buscar cada vaga disponível".
O processo seletivo representa um desafio estratégico para a confederação brasileira, que precisará gerenciar cuidadosamente a preparação dos atletas ao longo dos próximos anos, equilibrando participações em competições internacionais com o desenvolvimento técnico necessário para conquistar as preciosas vagas olímpicas.



