São Paulo expulsa diretores envolvidos em escândalo de camarote do Morumbis
São Paulo expulsa diretores por escândalo de camarote

São Paulo expulsa diretores envolvidos em escândalo de camarote do Morumbis

O Conselho Deliberativo do São Paulo aprovou a expulsão dos diretores Douglas Schwartzmann e Mara Casares, envolvidos no escândalo de camarote do Morumbis. A decisão foi tomada em votação online realizada entre as 22h de quarta-feira (08) e as 17h de quinta-feira (09), seguindo recomendação unânime da Comissão de Ética, que indicou a pena máxima para o caso de exploração irregular do camarote.

Punição severa e consequências imediatas

A dupla foi enquadrada em duas ilicitudes: gestão temerária e danos à imagem do clube. Pelo estatuto, a punição poderia variar entre suspensão superior a 200 dias ou eliminação, sendo esta última a opção adotada pelo Conselho. Com a aprovação, ambos deixam não apenas o Conselho, mas também o quadro de sócios do São Paulo. No caso de Schwartzmann, há ainda a perda do mandato como conselheiro vitalício.

Mara Casares já havia renunciado ao cargo de conselheira eleita em dezembro de 2025, durante a repercussão do caso, mas mesmo assim foi excluída do quadro associativo. A medida reflete a gravidade das acusações e o compromisso do clube com a transparência e a ética.

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Mais alvos em vista e expansão do caso

A movimentação no Conselho não deve parar por aí. Outras figuras centrais da gestão Julio Casares também estão na mira de conselheiros e podem virar alvo de novos pedidos de expulsão nas próximas semanas. O ex-superintendente geral Márcio Carlomagno já foi excluído do quadro associativo por decisão da Comissão Disciplinar, que apontou omissão diante das irregularidades no caso do camarote.

Além dele, o ex-diretor de futebol Carlos Belmonte também é alvo de um pedido formal de expulsão protocolado por conselheiros. O dirigente está afastado da política interna do clube e até abriu mão do cargo na coordenação do Legião, seu grupo no Conselho. Outro nome citado nos bastidores é o de Antonio Donizete Gonçalves, o Dedé, ex-diretor do clube social considerado próximo à gestão Casares e que também é alvo de solicitação semelhante.

Por fim, Casares também é alvo de múltiplas representações. Os pedidos deverão ser encaminhados nas próximas semanas à Comissão de Ética, indicando que o processo de limpeza interna está longe de terminar.

Relembre o caso do camarote 3A

Schwartzmann e Mara Casares protagonizaram um áudio no qual falam de uma suposta comercialização ilegal de ingressos de um camarote para o show da cantora Shakira, que ocorreu em fevereiro do ano passado, no Morumbis. Ambos seguem afastados e alvos de sindicância interna.

O nome do Marcio Carlomagno, considerado internamente o 'braço direito' de Casares, indicado pelo mandatário como superintendente geral do clube no CT da Barra Funda e até então principal nome da situação política para a eleição presidencial do clube em 2026, também foi citado no áudio. Douglas reconhece que a operação foi clandestina, afirma que Carlomagno tinha conhecimento dos fatos e demonstra preocupação com os reflexos internos no clube, incluindo o risco de punições e desgaste político para os envolvidos.

O camarote envolvido é o 3A, localizado no setor leste do estádio e registrado nos sistemas internos como "sala da presidência". Mara Casares teria recebido de Carlomagno o direito de uso do camarote 3A do estádio e repassado o espaço para exploração comercial no show de Shakira, em fevereiro. A venda dos ingressos ficou a cargo de Rita de Cássia Adriana Prado, que faturou cerca de R$ 132 mil com entradas de até R$ 2.100.

O caso avançou para a esfera judicial após Adriana acionar uma empresa parceira por suposta apropriação de ingressos sem pagamento. Com o boletim de ocorrência e o processo em andamento, Douglas Schwartzmann e Mara passaram a pressioná-la para retirar a ação. O escândalo foi o que fomentou o afastamento dos diretores, alvos de auditorias interna e externa, bem como o processo de impeachment que culminou na renúncia de Casares à cadeira de presidente.

Carlomagno acabou tendo demissão encaminhada dois dias depois de Harry Massis Júnior assumir a presidência do clube, marcando um capítulo turbulento na história recente do São Paulo.

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