
Parece que foi ontem, mas já está acontecendo: o menino que chutava latas na rua agora carrega nas costas uma das responsabilidades mais pesadas do futebol brasileiro. E olha, ele sabe disso.
Samuel Lino — sim, a contratação mais cara da história do Flamengo — sentou na frente das câmeras do Jornal da Record com uma tranquilidade que engana. Ou talvez não engane. Quem vê esse jeito calmo, quase introspectivo, não imagina o turbilhão que deve ser chegar no Rio com um preço de astro global.
Não é só um número: o peso da etiqueta
«A gente ouve, claro que ouve», admitiu Lino, referindo-se ao valor astronômico da negociação. Mas foi rápido em acrescentar: «Meu foco é em campo. Sempre foi.»
E que campo. O Maracanã não perdoa, mas também não há lugar que abrace mais. É essa dualidade que espera pelo atacante — e ele parece pronto. Ou pelo menos é isso que transparece quando fala dos planos.
Sonhos, expectativas e a realidade do dia a dia
Não vou mentir: é estranho ver um jogador tão jovem falar com tanta maturidade sobre pressão. A maioria chega assustada. Lino chega consciente. «Sabia no que estava me metendo», soltou, quase num riso.
E os planos? Ah, os planos são tão grandes quanto a torcida rubro-negra. Ele quer títulos, claro — quem não quer? —, mas também quer identidade. «Vim para fazer história, não só passar.»
A entrevista que você não viu
Fora das câmeras, detalhes que mostram o humano por trais do atleta. A ansiedade controlada. O respeito quase visceral pela grandeza do Flamengo. E, é claro, aquelas pitadas de humor que escapam quando o assunto fica muito sério.
«Minha família já está até cantando hino», contou, aos risos. E aí? Como não torcer por um cara desses?
O fato é que o Flamengo apostou forte — muito forte. E Samuel Lino parece disposto a calar qualquer crítico com trabalho, suor e, quem sabe, muitos gols. Resta agora esperar. E acreditar.
Porque no futebol, como na vida, não há garantias. Só apostas. E essa, com certeza, é das grandes.