Meia do Flamengo se apresenta e reflete sobre estreia com vice-campeonato
O meia Lucas Paquetá, reforço recém-chegado ao Flamengo, foi apresentado oficialmente na tarde desta segunda-feira (2), no CT Ninho do Urubu. Em sua primeira declaração pública desde o retorno, o jogador não escondeu a frustração por ter estreado com o vice-campeonato da Supercopa, no domingo (1º), em Brasília, onde o Corinthians venceu por 2 a 0 e levantou a taça.
Frustração na estreia e busca por melhor forma física
Paquetá, que estava no West Ham, da Inglaterra, e chegou à Gávea em uma negociação que girou em torno de R$ 263 milhões, entrou em campo no segundo tempo do clássico. Em entrevista à FlamengoTV, ele reconheceu que a estreia não foi como esperava. "Não foi da maneira que gostaria de estrear, obviamente, e me cobro muito por isso", afirmou o atleta, que estava parado desde o dia 6 de janeiro, quando atuou contra o Nottingham Forest pelo Campeonato Inglês.
O meia destacou que, mesmo com apenas dois dias de treino, se colocou à disposição e agora foca em recuperar o melhor nível físico. "Pretendo, o quanto antes, encontrar o meu melhor nível físico e as coisas vão acontecer naturalmente", completou, demonstrando otimismo para as próximas partidas.
Experiência não ameniza dor da derrota, mas traz resiliência
Questionado se a experiência adquirida na Europa tornou mais fácil lidar com a derrota, Paquetá foi categórico ao negar. "Mais cascudo não quer dizer que é mais fácil. Eu não consegui dormir. Eu me cobro muito", revelou, mostrando que a cobrança interna permanece alta. No entanto, ele ressaltou que a vivência no exterior o ajuda a encarar novos desafios com mais maturidade. "Mais cascudo é porque nesta segunda-feira é um novo dia, eu tenho que estar de cabeça em pé", explicou, enfatizando sua confiança no potencial que pode entregar ao time rubro-negro.
Sacrifícios pessoais e financeiros para vestir a camisa do Flamengo
O jogador abriu o jogo sobre os sacrifícios que fez para concretizar o retorno ao clube de seu coração. "Tudo o que eu fiz para estar aqui nesse jogo, eu paguei o avião, abri mão do meu salário no West Ham, e muitas coisas que as pessoas não sabem", contou Paquetá, evidenciando o desejo profundo de voltar ao Flamengo. Ele ainda mencionou que recusou propostas de clubes europeus, como o Chelsea, e a chance de jogar a Liga dos Campeões, optando pela felicidade de retornar ao Brasil.
"O motivo de eu me sentir bem e feliz é que me fez ter essa primeira decisão de voltar ao Flamengo", afirmou, conectando a escolha ao amor pelo clube onde cresceu e que considera sua casa.
Identidade rubro-negra e expectativa para o Maracanã
Paquetá não poupou elogios ao Flamengo, declarando que "talvez o Flamengo não precisasse de mim, mas eu precisava do Flamengo. Meu coração é Rubro-Negro". Sobre o sentimento do retorno, ele citou a forte identificação com a torcida e o estádio. "É um amor que eu sempre tive, eu cresci aqui, é a minha casa. Eu queria voltar para casa", emocionou-se o meia.
A expectativa para a volta ao Maracanã, marcada para quarta-feira, é grande. "Feliz de quarta-feira voltar ao Maracanã, diante da torcida", disse Paquetá, que carrega consigo as histórias vividas no templo do futebol carioca antes da partida para a Europa.
Processo de julgamento por apostas e busca por paz
O atleta também abordou o julgamento que enfrentou por suspeita de envolvimento em apostas, durante sua passagem pela Inglaterra. Paquetá afirmou que provou sua inocência e que a decisão de voltar ao Flamengo está ligada à busca por um ambiente acolhedor. "Fico muito feliz de ter provado a minha inocência", declarou, acrescentando que "não me importo esportivamente se vou jogar num time que disputa a Champions League ou vou ganhar financeiramente mais dinheiro. O que quero são pessoas que me acolham".
A escolha foi feita em conjunto com sua esposa, priorizando a felicidade familiar e o desejo de escrever uma história vencedora com o Flamengo.
Plano de carreira e resposta às provocações
Com contrato de cinco anos, Paquetá tem o objetivo claro: "cumprir o meu contrato, fazendo o meu melhor e ter uma história vencedora". Sobre as provocações de jogadores do Corinthians após a Supercopa, ele manteve a postura esportiva. "Faz parte do futebol, quando eu ganho eu danço. As pessoas podem comemorar da maneira que elas querem", ponderou, reconhecendo o bom jogo do adversário e focando no trabalho a ser feito.
O meia encerrou reforçando a confiança em um ano vitorioso ao lado da nação rubro-negra, pronto para superar o início conturbado e buscar os títulos almejados.