Maior retrospectiva de Vik Muniz chega ao CCBB Rio com obras inéditas
Maior retrospectiva de Vik Muniz chega ao CCBB Rio

A maior retrospectiva da carreira do artista plástico Vik Muniz será aberta no dia 20 de maio no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB RJ), após passar pelo Instituto Ricardo Brennand, em Recife, e pelo Museu de Arte Contemporânea da Bahia, em Salvador. A exposição Vik Muniz A Olho Nu poderá ser visitada até 7 de setembro, de quarta a segunda-feira, das 9h às 20h, com entrada gratuita e ingressos retirados na bilheteria ou pelo site.

Recorde de público e acervo ampliado

Em Recife e Salvador, a mostra atraiu mais de 150 mil visitantes. No Rio, a exposição ganhou reforços: são quase 250 obras entre fotografias e esculturas, muitas inéditas. O curador Daniel Rangel afirma que esta é a primeira vez que Vik Muniz reúne suas séries fotográficas e esculturas iniciais em uma única exposição. "Mesmo quem conhece a obra de Vik pode se surpreender", disse.

Mergulho no processo criativo

Rangel destaca que as obras de Muniz capturam o público pelo humor e pelo uso de materiais cotidianos, como brinquedos, chocolate e revistas. "Esse uso recorrente de elementos do mundo torna a exposição algo em que as pessoas realmente mergulham no processo do artista, se identificam", explica. Vik busca aproximação, quebrando a fronteira entre artista e público comum.

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Novidades exclusivas para o Rio

Uma das atrações é o Tropeognathus mesembrinus, um pterossauro gigante de 8,20 metros de envergadura, suspenso na Rotunda. A obra foi criada em parceria com o laboratório do Museu Nacional, utilizando polímero com cinzas do incêndio de 2018, e integra a série Museu de Cinzas.

No chão da Rotunda, um tapete redondo de 10 metros de diâmetro estampa a famosa Medusa Marinara (1997), desenhada com molho de tomate. A obra original, em impressão jato de tinta, está no primeiro andar. Outra peça de destaque é a escultura Ferrari Berlinetta (2014/2026), da série Veículos Mnemônicos, que reproduz um carrinho de brinquedo da infância do artista em tamanho real, com 4 metros de comprimento e 650 quilos, vinda diretamente de Turim, na Itália.

Seis novas séries e obras restauradas

A exposição apresenta 43 séries de fotografias e esculturas que cobrem mais de 40 anos de carreira. Cinco trabalhos foram criados especialmente para o Rio, além de obras restauradas e novas versões. As seis novas séries em relação às mostras anteriores são: Principia (1997-2002, interativa), Verso (2008/2012), Veículos Mnemônicos (2014/2026), Museu de Cinzas (2019/2026), Colônias (2014-2016) e Os Arquivos de Weimar (2004).

Daniel Rangel conclui que Vik Muniz está entusiasmado com a retrospectiva, que também funciona como uma prospectiva, incentivando a criação de novas obras.

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