Escritor Jessé Souza provoca indignação com declarações antissemitas sobre rede de abusos de Jeffrey Epstein
O sociólogo e escritor brasileiro Jessé Souza, conhecido por obras como A Elite do Atraso (2017) e O Pobre de Direita (2024), se envolveu em uma grave polêmica ao publicar um vídeo na última segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026, onde fez acusações antissemitas relacionadas ao caso do bilionário Jeffrey Epstein.
Acusações sem fundamento ligam crimes a lobby judaico
No conteúdo, que foi posteriormente removido das redes sociais, Jessé Souza afirmou, sem apresentar qualquer evidência concreta, que a rede de abusos e pedofilia de Epstein seria financiada pelo chamado lobby judaico. O autor chegou a declarar que o sionismo atuaria como força motriz por trás dos crimes cometidos pelo bilionário.
Segundo as alegações do escritor, a rede existiria com o propósito específico de servir para chantagens em favor de Israel, visando obter apoio político e financeiro para ações no Oriente Médio e na Palestina. Ele ainda fez referências ao holocausto, sugerindo que teria sido cafetinado pelo Sionismo com auxílio de Hollywood e da mídia global.
Repercussão negativa e tentativa de retratação parcial
Diante da forte repercussão negativa e de acusações de antissemitismo, Jessé Souza buscou se retratar parcialmente. Em novas declarações, o sociólogo pediu desculpas por não ter separado adequadamente os conceitos de lobbies sionistas e judaicos, mas manteve a crítica ao sionismo, descrevendo-o como uma ideologia racista e assassina.
Em comunicado oficial divulgado após o incidente, Jessé Souza reiterou que repudia todas as formas de discriminação e tentou se justificar alegando que suas críticas não eram dirigidas a indivíduos ou à coletividade judaica, mas sim a uma estrutura de poder. No entanto, ele insistiu que o caso Epstein não é isolado e estaria diretamente ligado ao sionismo.
Contexto do autor e impacto das declarações
Jessé Souza é uma figura proeminente no cenário intelectual brasileiro, com livros que frequentemente figuram nas listas de best-sellers e geram debates acalorados sobre desigualdade social e política. Sua mais recente polêmica, entretanto, desviou o foco para alegações consideradas perigosas e infundadas, levantando preocupações sobre discursos de ódio e teorias conspiratórias.
Especialistas e organizações de direitos humanos já manifestaram preocupação com o potencial de tais declarações para alimentar preconceitos e discriminação. O episódio ressalta a delicada linha entre crítica política e discurso antissemita, especialmente em um contexto global de aumento de intolerância.