Jaqueta dos Mamonas Assassinas é encontrada intacta após exumação e será destinada a museu
Jaqueta dos Mamonas é achada intacta após exumação e vai para museu

Jaqueta dos Mamonas Assassinas é descoberta intacta após exumação dos corpos em Guarulhos

Em um momento carregado de simbolismo e memória, a exumação dos corpos dos integrantes da banda Mamonas Assassinas revelou um achado surpreendente: uma jaqueta usada pela equipe foi encontrada perfeitamente preservada sobre o caixão do vocalista Dinho. O procedimento foi realizado no Cemitério Primaveras, localizado em Guarulhos, na Grande São Paulo, e imagens exclusivas do item foram obtidas pela TV Globo e pelo portal g1.

Detalhes da descoberta e destino da peça histórica

Segundo Jorge Santana, CEO da marca Mamonas, a jaqueta havia sido colocada sobre o caixão de Dinho no dia do enterro, em 1996, por um membro da equipe da banda, e não pela então namorada do cantor, Valéria. "O que sabemos é que essa jaqueta foi jogada por uma pessoa da equipe dos Mamonas. Estava sobre o caixão, na parte de cima em uma gaveta, e encontramos ela intacta mesmo", explicou Santana.

Hildebrando Alves Leite, pai de Dinho, anunciou que a família pretende encaminhar a jaqueta para o museu do Centro Universitário FIG-Unimesp, também em Guarulhos. A proposta é que a peça integre um acervo em exposição permanente, permitindo que fãs e visitantes tenham acesso a esse item histórico. "A exumação é uma evolução e você tem que acompanhar. Antes não tinha essa tecnologia. E a evolução te faz aprender a viver os dias de hoje", refletiu Hildebrando.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Memorial ecológico e homenagem permanente aos integrantes

Trinta anos após a tragédia que vitimou os músicos Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli em um acidente aéreo na Serra da Cantareira, em 2 de março de 1996, a exumação faz parte de um projeto maior: a criação de um memorial ecológico. As cinzas serão depositadas em árvores nativas, transformando o local em um espaço de visitação chamado Jardim BioParque Memorial Mamonas.

O plano inclui:

  • Plantio de cinco jacarandás, um para cada integrante, simbolizando vida e preservação ambiental.
  • Instalação de totens interativos e recursos digitais para acompanhar o crescimento das árvores em tempo real.
  • Disponibilização de conteúdos multimídia, como clipes, entrevistas e registros históricos da banda.

Jorge Santana destacou que a ideia é "tirar da lógica de túmulo estático e transformar em um espaço de vida, encontro e homenagem permanente". O projeto foi aprovado unanimemente pelas famílias e será instalado atrás dos túmulos originais, que permanecerão como referência. A visitação será gratuita, e cada família terá controle sobre o conteúdo exibido.

Expansão do legado e conexão com a natureza

Além do memorial, as famílias estudam a criação de um museu dedicado ao grupo, com acervo de roupas e objetos pessoais, e ampliam as ações do Instituto Mamonas Assassinas, que já desenvolve projetos sociais. Hildebrando ressaltou que a proposta do memorial ecoa a personalidade de Dinho, que tinha forte ligação com a natureza. "Ele sempre preservava o que via pela frente, recolhia o que estava no chão. Gostava muito da natureza", afirmou.

Guarulhos, cidade natal da banda e segundo município mais populoso de São Paulo, deve integrar o memorial à sua rota cultural. A expectativa é que o espaço se torne um ponto permanente de visitação, mantendo viva a história dos Mamonas Assassinas e unindo memória, tecnologia e sustentabilidade em uma homenagem que transcende o tempo.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar