Arquiteto e artista plástico Ruma de Albuquerque morre aos 70 anos no Pará
O arquiteto e artista plástico paraense Ruma de Albuquerque faleceu nesta terça-feira, 27 de fevereiro, apenas um dia após celebrar seu septuagésimo aniversário. Conhecido simplesmente como Ruma no meio artístico, ele era considerado uma figura emblemática e fundamental para as artes visuais brasileiras, especialmente no cenário cultural do estado do Pará.
Trajetória artística e formação
Nascido em Belém do Pará no dia 26 de janeiro de 1956, Ruma de Albuquerque possuía uma formação acadêmica sólida. Ele se graduou em arquitetura pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e, posteriormente, aprofundou seus conhecimentos artísticos na prestigiada Escola de Artes Visuais do Parque Lage, localizada no Rio de Janeiro.
Sua carreira artística teve início em 1979, com participações em diversos salões e exposições coletivas que percorreram vários estados brasileiros e também alcançaram o cenário internacional, incluindo países como Portugal e Alemanha.
Obras e contribuições culturais
As criações de Ruma eram profundamente influenciadas pela visualidade e identidade regional do Pará. Em suas obras, ele explorava elementos característicos da arquitetura histórica de Belém, além de referências às embarcações típicas da região, texturas, linhas e cores vibrantes que traduziam a essência amazônica.
Ao longo de sua trajetória, o artista realizou importantes exposições individuais, entre elas:
- Baralho a Quadro
- Ao Quadrado
- Barulho
- Rotas
- Voluptas
Além de sua produção artística, Ruma dedicou parte de sua vida ao ensino, ministrando oficinas de arte em instituições culturais paraenses como a Fundação Curro Velho e o Instituto de Arte do Pará (IAP), onde compartilhava seu conhecimento e paixão pelas artes com novas gerações.
Reconhecimento e legado
O talento de Ruma de Albuquerque foi amplamente reconhecido ao longo dos anos, resultando em diversos prêmios e distinções. Suas obras integram importantes acervos públicos e privados não apenas no Pará, mas também em estados como Rio de Janeiro e Santa Catarina.
A Secretária de Cultura do Pará, Úrsula Vidal, manifestou profundo pesar pela perda em nota oficial, destacando que a cena cultural paraense perdeu um grande artista. "Sua trajetória brilhante nas artes visuais do nosso estado será lembrada por participações marcantes em todos os salões e exposições onde esteve presente e nos deixa um acervo significativo, produzido desde a década de 80", declarou a secretária.
A causa da morte não foi divulgada pela família, que mantém a privacidade neste momento de luto. Ruma de Albuquerque deixa um legado de arte, inovação e inspiração que continuará a influenciar gerações de artistas e apreciadores da cultura paraense, consolidando sua importância no panorama artístico nacional.