Juliana Linhares lança obra-prima 'Até cansar o cansaço' com 5 estrelas
Juliana Linhares lança obra-prima 'Até cansar o cansaço'

A cantora, compositora e atriz potiguar Juliana Linhares lançou seu segundo álbum solo, intitulado Até cansar o cansaço, uma obra-prima que recebeu a cotação máxima de cinco estrelas. O disco foi produzido por Elisio Freitas, com direção artística de Marcus Preto, e já é considerado um clássico imediato da discografia brasileira.

Um álbum sobre a exaustão humana

O título do álbum já entrega a temática central: o cansaço. Na faixa de abertura, Juliana canta: “Vamos dançar / Até cansar o cansaço / Até que vire do avesso / Até um novo começo”. A artista capta o estado permanente de exaustão da humanidade em um mundo cada vez mais tecnológico, onde corpos e almas ansiosas e depressivas adoecem. Inspirada por vivências com o neurocientista Sidarta Ribeiro, durante uma residência artística na Cia Brasileira de Teatro, ela aponta saídas para escapar dessa sina ao longo das 11 faixas do álbum.

Faixas de destaque

Entre as músicas que compõem o disco, Depois do breu (parceria com Rafael Barbosa) foi lançada como single em abril e já conquistou o público. A faixa é introduzida pela sanfona de Zé Hilton e reforça a ligação de Juliana com a linhagem feminina de cantoras nordestinas, como Elba Ramalho, Marinês e Anastácia. Esta última participa do baião Vida virada, uma parceria com Josyara e Elisio Freitas, que traz um sopro de vida com zabumba e triângulo.

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Outro momento marcante é o xote Tanto buliço, em parceria com Khrystal Saraiva, que conta com a participação de Agnes Nunes. A faixa aborda a superação da solidão e a busca por um futuro melhor. Já Mistério do óbvio, de Luiz Gabriel Lopes, ganha uma versão com Ney Matogrosso, em um forró contemporâneo com guitarras de Elisio Freitas.

Canções profundas e versos ácidos

O álbum também traz canções de Juliano Holanda, como Emaranhada e Tempos temporais. Na primeira, Juliana canta versos contundentes sobre a vida moderna: “Há fios desencapados fagulhas nos seus palheiros / Os sonhos ficam guardados na fronha dos travesseiros”. A interpretação é firme e intensa. Em Tempos temporais, a melancolia é acentuada pela sanfona de Bebê Kramer, violão de Elisio Freitas, violoncelo de Federico Puppi e violino de Renata Neves.

Outra faixa de impacto é Conseguiram, parabéns, de Manduka, que radiografa o estado calamitoso do mundo dominado pelo poder. A atmosfera roqueira também está presente na regravação de A palo seco, de Belchior.

Encerramento com esperança

O disco se encerra com Futuro (Novos erros) + Oração pro sonho, parceria de Juliana com Carlos Posada. A faixa amacia o tom com delicadeza e lirismo, preparando o clima para sonhar com um novo começo, onde o cansaço seja vencido pela insistência em querer a vida virada.

Em suma, Até cansar o cansaço é uma obra-prima que retrata a humanidade à beira de um ataque de nervos, mas com sopro de esperança em dias melhores. O álbum já está disponível nas plataformas digitais.

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