Song Sung Blue: Hugh Jackman e Kate Hudson celebram Neil Diamond no cinema
Ao mencionar Neil Diamond, a mente de muitos fãs vai imediatamente para Sweet Caroline, um hino de amor que se tornou símbolo de celebração em eventos esportivos. No entanto, a carreira do artista, que hoje tem 84 anos e está aposentado das turnês, vai muito além desse clássico pop. Em Song Sung Blue, que estreia nos cinemas nesta quinta-feira (29), a redução da trajetória de Diamond é justamente o ponto de partida para uma história de superação e paixão musical.
Um tributo à diversidade de Neil Diamond
O filme apresenta Hugh Jackman no papel de Mike Sardina, um cantor de beira de estrada que construiu sua carreira interpretando versões das músicas do ícone americano. Na tela, o personagem defende um repertório tão diverso quanto o de seu intérprete, cuja voz surgiu nos palcos da Broadway e hoje ecoa nas salas de cinema ao redor do mundo.
Jackman, reconhecido mundialmente por seu papel como Wolverine nos filmes da Marvel, revela que descobriu novas facetas de Diamond durante as gravações. Eu conhecia um décimo de tudo que Neil tem a oferecer antes desse projeto, afirma o ator. Nós temos alcances vocais muito parecidos. Aprendo muito ao ver áreas da voz dele com as quais tenho dificuldade. Isso sem falar das letras encantadoras. Ele segue se reinventando conforme descobre novas coisas.
Kate Hudson se afasta de papéis cômicos
Ao lado de Jackman, Kate Hudson interpreta Claire Sardina, uma mulher traumatizada por um acidente que encontra na música uma forma de lidar com seus demônios. A atriz, indicada ao Oscar de melhor atriz por este papel, se liberta de estigmas de carreira associados a longas como Como Perder um Homem em 10 Dias.
Lidar com a vergonha é algo muito complicado, diz Hudson. Claire é um ser repleto de luz, mas são as pessoas ao redor e o seu sistema de apoio que realmente a ajudam. Isso vale não só para as artes, mas para qualquer grupo que construímos junto aos outros.
A luta contra o vício e a busca pelo amor
A trama de Song Sung Blue não se limita à celebração musical. Baseado em uma história real e inspirado em um documentário independente, o filme acompanha a paixão que transformou Mike e Claire Sardina, conhecidos artisticamente como Thunder e Lightning, na dupla cover definitiva de Neil Diamond.
Além dos shows de boteco que ajudam o personagem a sobreviver financeiramente, a narrativa aborda batalhas diárias contra o alcoolismo herdado da Guerra do Vietnã. O título do filme faz referência a uma música de Diamond sobre a necessidade de cantar a tristeza para encontrar alívio ou, no caso do protagonista, o amor.
O poder transcendental da música
Para o diretor Craig Brewer, a resposta para muitas das questões levantadas pelo filme pode estar em um campo mais transcendental. Diversas cenas retratam as canções de Diamond como louvores, com sequências dedicadas a faixas como Soolaimon e Holy Holy.
Já encontrei pessoas que queriam assistir ao filme porque os pais delas amavam Neil Diamond, afirma Brewer. Sería um modo de preservá-los na memória. A música tem esse poder. Ela nos faz lembrar de eras que se passaram, amores que se perderam e pode até recuperar cheiros e sensações ligados a um lugar ou a uma história.
Ficha técnica e contexto
O filme Song Sung Blue é uma produção dos Estados Unidos de 2025, com direção de Craig Brewer e elenco que inclui Hugh Jackman, Kate Hudson e Ella Anderson. Classificado para maiores de 14 anos, o longa chega aos cinemas nesta quinta-feira (29) como um tributo emocionante à música e à resiliência humana.
Enquanto isso, em uma nota paralela, um ex-astro mirim de Os Batutinhas revelou que deixou a indústria em 2020, após uma prisão relacionada à posse de substâncias inaláveis com fins recreativos, embora estivesse sóbrio há 15 anos. Essa história de redenção e escolhas pessoais ecoa, de certa forma, os temas de superação presentes em Song Sung Blue.