Cineasta espanhol provoca Brasil após indicações ao Oscar com acusação infeliz
Cineasta espanhol acusa Brasil de ultranacionalismo no Oscar

Cineasta espanhol provoca Brasil com acusação infeliz sobre indicações ao Oscar

O mundo do cinema internacional foi agitado por uma declaração polêmica do diretor espanhol Oliver Laxe, que gerou revolta entre os brasileiros. Em entrevista ao programa La Revuelta, Laxe fez um comentário infundado sobre as quatro indicações do filme brasileiro O Agente Secreto ao Oscar 2026, sugerindo que elas seriam resultado de um suposto ultranacionalismo dos votantes brasileiros na Academia de Hollywood.

Declaração polêmica em tom de brincadeira que virou alfinetada

Oliver Laxe, que dirige Sirat – filme que compete com O Agente Secreto na categoria de melhor filme internacional – afirmou em tom aparentemente brincalhão, mas com claro teor de crítica: “Há muitos brasileiros na Academia e nós os adoramos, mas eles são ultranacionalistas. Se os brasileiros inscrevessem um sapato no Oscar, todos votariam nele”. A fala rapidamente se espalhou pelas redes sociais, onde usuários brasileiros lotaram o perfil oficial do filme Sirat no Instagram para expressar sua indignação.

Contexto das indicações e reação imediata

Enquanto Sirat concorre apenas nas categorias de melhor filme internacional e melhor som, O Agente Secreto recebeu indicações em várias categorias principais do Oscar, incluindo:

  • Melhor filme
  • Melhor direção para Kleber Mendonça Filho
  • Melhor ator para Wagner Moura
  • Melhor direção de elenco

Essa disparidade nas nomeações pode ter contribuído para o desconforto expresso por Laxe, mas sua justificativa foi rapidamente desmontada por dados concretos sobre a composição da Academia.

Análise exagerada e números que desmentem a acusação

A afirmação do cineasta espanhol revela-se especialmente equivocada quando examinamos os números reais. Dos aproximadamente 10.000 votantes da Academia de Hollywood, apenas 20% são de fora dos Estados Unidos. Desse grupo internacional, a maioria – cerca de 15% do total – vem da Europa. O número de brasileiros no corpo votante é estimado em torno de 60 pessoas, uma fração mínima que dificilmente poderia influenciar significativamente os resultados das indicações.

Esta não é a primeira vez que comentários sobre o cinema brasileiro geram controvérsia em premiações internacionais, mas a acusação de ultranacionalismo parece particularmente infundada diante dos dados apresentados. A polêmica destaca as tensões que podem surgir durante a temporada de premiações, onde o sucesso de produções nacionais muitas vezes é questionado por competidores internacionais.