Brasil busca novo Oscar com 'O Agente Secreto' em cerimônia marcada por diversidade
Brasil tenta novo Oscar com 'O Agente Secreto' em premiação diversa

Brasil busca repetir sucesso no Oscar com 'O Agente Secreto' em ano de Copa do Mundo

Após a histórica vitória de Ainda Estou Aqui na última edição do Oscar, que coincidiu com o Carnaval, o Brasil pode celebrar novamente em 2024. O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho e estrelado por Wagner Moura, está indicado em quatro categorias: melhor filme, filme internacional, direção de elenco e ator, para Moura. Além disso, o país aparece na disputa por melhor fotografia com Adolpho Veloso, que trabalhou no longa-metragem americano Sonhos de Tren.

Disputa acirrada no cenário internacional

Diferente do ano passado, quando o francês Emilia Pérez enfraqueceu devido a polêmicas, o adversário atual é o norueguês Valor Sentimental. Matematicamente, o dramalhão europeu de Joachim Trier lidera com sete indicações, contra quatro do filme brasileiro. Enquanto isso, Foi Apenas um Acidente, filme francês dirigido pelo iraniano Jafar Panahi, parece ter sido escanteado, apesar de seu impacto político.

O Agente Secreto marca o segundo ano consecutivo que um filme brasileiro concorre a melhor filme, refletindo a crescente visibilidade do cinema nacional no mundo. No entanto, filmes falados em inglês são historicamente priorizados nessa categoria. Os concorrentes incluem Uma Batalha Após a Outra e Pecadores, os favoritos, além de produções como Hamnet: A Vida Antes de Hamlet e Frankenstein.

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Wagner Moura enfrenta desafio histórico

Wagner Moura é o primeiro brasileiro a disputar o troféu de melhor ator, mas a competição é intensa. Ele enfrenta Michael B. Jordan, nome mais cotado por sua performance dupla em Pecadores, onde interpreta os gêmeos Stack e Smoke. Timothée Chalamet, inicialmente favorito por Marty Supreme, foi preterido por Jordan no Actor Awards, prêmio que serve como termômetro para o Oscar. Outros indicados são Leonardo DiCaprio e Ethan Hawke.

Nova categoria e rivalidades acirradas

Na categoria inédita de melhor direção de elenco, O Agente Secreto compete com Pecadores, que tem um elenco estelar incluindo Delroy Lindo e Hailee Steinfeld. O filme de Ryan Coogler, indicado 16 vezes, pode quebrar a maldição do terror no Oscar e se tornar o mais premiado da noite. Sua trama, sobre vampiros brancos invadindo uma casa de blues nos anos 1930, representa um manifesto da Academia em tempos de crise em Hollywood.

Pecadores, com orçamento de cerca de US$ 90 milhões, foi um sucesso de bilheteria, arrecadando mais que o triplo do valor gasto. Seu principal rival é Uma Batalha Após a Outra, de Paul Thomas Anderson, que satiriza a polarização nos Estados Unidos e a desilusão com o sonho americano. Com 13 indicações, este filme politizado tem vantagem na disputa pelo prestigiado troféu de melhor filme.

Diversificação e contexto político

A Academia tem apontado holofotes para produções internacionais nesta edição, em resposta à pressão por diversificar votantes e laureados. Um marco foi a coroação do sul-coreano Parasita em 2020. Além do Brasil e Noruega, na categoria de animação disputam duas produções francesas e Guerreiras do K-Pop, que pode levar também o prêmio de canção original.

Na categoria de melhor atriz, a irlandesa Jessie Buckley é favorita por Hamnet, competindo com nomes como Emma Stone. Enquanto isso, O Agente Secreto tem acumulado triunfos desde Cannes, onde Kleber Mendonça Filho e Wagner Moura foram premiados. A campanha do filme, distribuído nos Estados Unidos pela Neon, chega ao Oscar em clima de festa, reforçando o momento positivo do cinema brasileiro.

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