O rei Charles III aproveitou um jantar de Estado na Casa Branca, nesta terça-feira, 28, para fazer uma série de piadas dirigidas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O monarca britânico, conhecido por seu senso de humor, não poupou o anfitrião em um discurso que arrancou risos dos presentes.
Referência histórica e provocação
Em sua fala, Charles respondeu a um comentário feito por Trump durante a cúpula de Davos, em janeiro. Na ocasião, o presidente americano afirmou que os europeus 'estariam falando alemão e um pouco de japonês' sem a ajuda dos EUA na Segunda Guerra Mundial. O rei rebateu: 'O senhor comentou recentemente, Sr. Presidente, que se não fosse pelos Estados Unidos, os países europeus estariam falando alemão. Ouso dizer que, se não fosse por nós, vocês estariam falando francês'. A referência diz respeito às disputas coloniais entre Reino Unido e França na formação da América do Norte.
Piadas sobre reformas e história
Charles também provocou Trump sobre os 'reajustes' na Ala Leste da Casa Branca, demolida em outubro do ano passado por ordem do presidente para a construção de um salão de festas de 400 milhões de dólares. 'Lamento dizer que nós, britânicos, é claro, fizemos nossa própria pequena tentativa de revitalização imobiliária da Casa Branca em 1814', comentou, em alusão ao incêndio do edifício por tropas britânicas durante a Guerra de 1812.
Em outro momento, o monarca pediu que todos os presentes levantassem os copos para celebrar o 250º aniversário dos Estados Unidos. Ao fazer o brinde, sugeriu que o jantar de Estado era 'uma melhoria considerável em relação à Festa do Chá de Boston', evento histórico de protesto colonial contra o domínio britânico em 1773.
Reações e clima do evento
As piadas foram bem recebidas pelo público, que respondeu com risos e aplausos. O tom descontraído do discurso contrastou com a tensão diplomática habitual entre os dois países, mostrando que o rei soube equilibrar humor e diplomacia. O jantar de Estado foi realizado para fortalecer os laços entre Reino Unido e Estados Unidos, em meio a discussões sobre comércio e segurança.



