O ator Antonio Fagundes revelou que está sendo processado por uma juíza após impedir a entrada de uma espectadora que chegou atrasada a uma de suas peças. Em entrevista à BBC News Brasil, o artista defendeu a regra de não permitir a entrada do público depois do início dos espetáculos, destacando o respeito aos demais espectadores.
Defesa da pontualidade nos espetáculos
Fagundes comentou a situação com indignação: “Estou sendo processado agora, mais uma vez, por uma pessoa que é uma juíza, inclusive, e que me processou na comarca dela, que é uma coisa que eu acho até que não é nem legal. Ela mora numa cidadezinha de 35 mil habitantes e está me processando lá. O que será que vai acontecer?”
O ator explicou sua posição: “De qualquer forma, quando começo o espetáculo, tenho 650 pessoas sentadas na plateia. Não posso desrespeitar essas pessoas, deixando que dois ou três cheguem atrasados com o celular, falando alto, a luzinha do celular, depois que a cortina abre. Não podemos permitir que uma pessoa desrespeitosa atrapalhe o prazer dessas outras pessoas que chegaram na hora. E todas as pessoas concordam com isso.”
A brincadeira da 'lei Antônio Fagundes'
Durante a entrevista, Fagundes também mencionou uma brincadeira que circula na internet sobre a criação de uma “lei Antônio Fagundes”, que determinaria que os espetáculos comecem rigorosamente no horário marcado, sem permitir a entrada de retardatários. “Já ouvi falar, inclusive, numa brincadeira na internet, de que eles estão querendo propor uma lei Antônio Fagundes, de que os espetáculos comecem rigorosamente no horário marcado, não sendo permitida a entrada após o seu início”, declarou o ator.
A polêmica reacende o debate sobre a pontualidade em eventos culturais e o direito dos espectadores que chegam no horário. Enquanto isso, Fagundes aguarda o desenrolar do processo judicial movido pela juíza.



