RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Entre novelas de época, séries para streaming e projetos autorais, Larissa Bocchino, 28 anos, afirma viver um momento intenso, criativo e repleto de paixão pelo que faz. Em entrevista à reportagem, a atriz analisou a nova fase da carreira, os desafios recentes e revelou um lado pouco conhecido: o amor por fotografar os bastidores.
Volta à TV aberta com 'Guerreiros do Sol'
De volta à TV aberta com a novela 'Guerreiros do Sol', Larissa não esconde a empolgação com a trama das 22h da Globo, que mergulha no universo do cangaço, com releitura da história de Lampião e muito drama familiar. 'É uma obra muito especial, com um cuidado enorme na direção, na fotografia, no elenco. E é lindo poder levar isso para a TV aberta', comemora.
Na trama, a atriz interpreta Ivonete, uma personagem que movimenta a história. 'Ela vem causar um furdunço', brinca Larissa. Forte, sensual e dona de si, Ivonete surge como uma mulher à frente de seu tempo. 'Ela me ensinou uma certa autonomia, uma altivez que foi muito gostosa de trabalhar em mim', revela. No entanto, nem tudo é identificação, já que Larissa diz ainda estar em processo de descoberta pessoal. 'A Ivonete tem uma autoconsciência muito forte, sabe exatamente o lugar dela. Eu ainda estou entendendo os meus', avalia.
Série na Netflix e projetos no cinema
Além da novela, a atriz aguarda ansiosa a estreia da série 'Os Doze Signos de Valentina', baseada no livro de Ray Tavares, que será disponibilizada pela Netflix ainda este ano. Ela acabou de finalizar as gravações e faz mistério sobre a personagem. 'Não me autorizaram a contar nada!', diverte-se, antes de entregar um spoiler: 'Foi uma das coisas mais divertidas que já fiz'.
Larissa também está mergulhada no cinema. Ela finaliza um filme que dirigiu e celebra a seleção de 'Levantados do Chão', de Matheus Abreu, para o Marché du Film, no Festival de Cannes. O longa, gravado em Minas Gerais, aborda o impacto das mineradoras nas comunidades locais. 'É um projeto muito importante para a gente', diz.
Arte como transformação
Movida pela arte – 'é o que me levanta' –, Larissa acredita no poder transformador do que faz. 'A gente consegue tocar o outro, trazer emoção, esperança. Isso é uma honra', comenta. Nos bastidores, ela encontrou um novo jeito de contar histórias. Durante as gravações, passou a fotografar a equipe técnica, muitas vezes invisibilizada, e compartilhou tudo com eles. 'Fiz mais de 3 mil fotos. Foi emocionante ver o quanto aquilo significou', conta.
Para completar, lançou a página La Boca Filmes, onde divide sua paixão por cinema e análises de grandes nomes, como Federico Fellini. 'Eu respiro arte', resume, com um sorriso que entrega: vem muito mais por aí.



