A Justiça dos Estados Unidos divulgou, nesta quarta-feira, 6, a imagem de uma suposta carta de suicídio atribuída a Jeffrey Epstein, o financista condenado por crimes sexuais que morreu em 2019. O documento, mantido sob sigilo como parte do processo criminal contra Nicholas Tartaglione, ex-companheiro de cela de Epstein, veio a público após solicitação do jornal The New York Times.
Conteúdo da carta
Segundo a reportagem do The New York Times, Tartaglione afirmou ter encontrado a carta dentro de um livro após uma tentativa fracassada de suicídio de Epstein, semanas antes de sua morte. O bilhete, traduzido, diz: “Eles me investigaram por meses — NÃO ENCONTRARAM NADA!!! Então o resultado foi uma acusação de 16 anos atrás. É um privilégio poder escolher o momento de dizer adeus. O que você quer que eu faça — cair no choro!! NÃO É LEGAL — NÃO VALE A PENA!!”
Autenticidade questionada
A imagem divulgada pelo juiz Kenneth Karas, do Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Sul de Nova York, mostra uma nota sem data e não verificada. Não há comprovação de que foi realmente escrita por Epstein. Na época, o financista negava intenções suicidas e acusava Tartaglione de agressão. Dias após ser transferido de cela, Epstein foi encontrado morto.
Tartaglione, condenado por homicídio e cumprindo prisão perpétua, disse ter entregue a carta ao seu advogado para se proteger de futuras acusações de agressão. O caso continua gerando controvérsias sobre as circunstâncias da morte de Epstein.



