Salvador recebe espetáculo 'Namíbia, Não!' dirigido por Lázaro Ramos após 15 anos
Salvador recebe 'Namíbia, Não!' de Lázaro Ramos após 15 anos

Salvador celebra 15 anos do espetáculo 'Namíbia, Não!' com direção de Lázaro Ramos

O Teatro Sesc Casa do Comércio, em Salvador, será palco de um evento cultural marcante nos dias 14 e 15 de abril. O espetáculo 'Namíbia, Não!', dirigido pelo renomado ator e diretor Lázaro Ramos e com texto do escritor Aldri Anunciação, retorna aos palcos baianos para comemorar uma década e meia de existência. As apresentações serão realizadas em duas sessões únicas, ambas com início às 20h, sujeitas à lotação do espaço.

Detalhes da montagem e ingressos

A montagem, que deu origem ao longa-metragem 'Medida Provisória' em 2022 e venceu o prestigiado Prêmio Jabuti em 2013, promete emocionar o público com sua narrativa poderosa. Os ingressos já estão disponíveis para compra através da internet, com preços variando entre R$ 25 e R$ 40, oferecendo uma oportunidade acessível para os amantes das artes cênicas.

Elenco e vozes emblemáticas

No centro da trama, os primos Antônio, interpretado por Aldri Anunciação, e André, vivido por Jhonny Salaberg, enfrentam um confinamento simbólico. A produção se destaca pelas interpretações em 'off', que atravessam quase duas décadas, com vozes de grandes nomes do cenário artístico brasileiro:

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  • Wagner Moura como o 'Ministro da Devolução'
  • Léa Garcia (1993 - 2023) como 'Mãe Idosa'
  • Suely Franco como 'Dona Araci'
  • Pedro Paulo Rangel (1948 - 2022) como 'Seu Nina'
  • Lázaro Ramos como 'seu Machado'

Significado e impacto da obra

Aldri Anunciação, idealizador da obra, explicou que o espetáculo trabalha com um desenho de vozes que pressionam as personagens internamente. 'Uma dessas vozes é a voz do poder, uma voz opressora, que determina a execução da Medida Provisória — essa ideia brutal de exigir que pessoas negras ‘retornem’ à África em pleno século XXI', destacou o autor. Ele revelou ainda que 'Namíbia, Não!' e suas nuances cinematográficas e literárias fazem parte de um fenômeno coletivo, com metade da equipe técnica original ainda envolvida na montagem após 15 anos de trajetória nos teatros baianos.

Este retorno não apenas celebra a resistência da peça, mas também reforça sua relevância no debate sobre identidade, opressão e memória na sociedade contemporânea, garantindo uma experiência teatral profunda e reflexiva para o público de Salvador.

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