Foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal a autorização para a reforma da Praça dos Três Poderes, um dos espaços públicos mais emblemáticos da capital brasileira. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) confirmou, nesta terça-feira (17), que a primeira etapa das obras será entregue até dezembro deste ano, marcando um passo significativo na revitalização deste patrimônio nacional.
Detalhes da reforma e cronograma
Nesta fase inicial, os reparos incluem a reestruturação completa do piso, a modernização do sistema de drenagem e a recuperação do calçamento, que apresentava graves problemas de conservação. Segundo o Iphan, há um projeto mais detalhado de reforma que prevê a restauração integral dos monumentos históricos localizados na praça, com expectativa de conclusão até junho de 2027.
Investimento e financiamento
A reforma está sendo custeada com recursos provenientes da Lei Rouanet, já que a gestão do espaço e a responsabilidade pelos investimentos cabem ao governo federal. Em agosto de 2025, o Iphan havia estimado um gasto total de R$ 29,1 milhões para todo o projeto de revitalização, valor que pode ser ajustado conforme o andamento das obras.
Responsabilidades pós-reforma
O Iphan reforçou que, uma vez finalizada a reforma, a responsabilidade pela manutenção e segurança do espaço passará para o governo do Distrito Federal, que atuará como "zelador" da praça. O g1 questionou o GDF sobre os protocolos específicos que serão implementados para garantir a conservação permanente do local, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.
Críticas ao estado de conservação
Ponto de encontro simbólico entre os prédios do Supremo Tribunal Federal (STF), do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto, a Praça dos Três Poderes vinha sendo alvo de duras críticas quanto ao seu estado de conservação. As pedras portuguesas do piso estavam soltas e chegavam a causar acidentes, enquanto bancos de concreto apareciam sujos e com quinas quebradas, além de placas informativas com listas de esculturas em condições precárias.
A primeira-dama Janja da Silva foi uma das vozes que criticaram publicamente o estado de abandono do espaço. Em janeiro de 2024, ela afirmou que o local estava "abandonado", gerando ampla repercussão. Na ocasião, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF informou que estava em fase de adequação do projeto de restauro da praça, "uma vez que o projeto precisa atender novas exigências do Iphan".
Significado histórico e cultural
A Praça dos Três Poderes representa não apenas um espaço físico, mas um símbolo da democracia brasileira e da arquitetura modernista de Brasília, reconhecida como Patrimônio Mundial pela UNESCO. Sua revitalização assume importância tanto para a preservação do patrimônio histórico quanto para a qualidade de vida dos cidadãos que frequentam o local.
Com a reforma em andamento, espera-se que o espaço recupere seu esplendor original e volte a ser um ponto de referência digno da capital federal, adequado para visitantes, turistas e eventos cívicos. A intervenção representa um investimento significativo na preservação da memória nacional e na valorização dos espaços públicos brasileiros.



