Palácio Rio Branco reabre para visitação após reforma histórica no Acre
A sede do governo do Acre, o Palácio Rio Branco, reabriu oficialmente para visitação pública no último sábado (21), após mais de um ano de intensas intervenções de restauro e modernização. Localizado no Centro da capital, o prédio histórico passou por uma completa revitalização que contemplou melhorias estruturais, modernização de sistemas e ampliação significativa da acessibilidade, além da recuperação das áreas externas que o circundam.
Investimento ampliado e preservação do patrimônio
Anunciada inicialmente em janeiro de 2025 com previsão de investimento de cerca de R$ 2,3 milhões, a reforma teve seu custo ampliado durante a execução, ultrapassando os R$ 3,8 milhões, conforme informado pelo governo estadual. Os recursos utilizados são oriundos de uma emenda parlamentar federal, garantindo a viabilidade financeira do projeto. A obra manteve rigorosamente as características originais do edifício, considerado um dos principais marcos arquitetônicos e políticos do estado, enquanto realizava adequações essenciais para melhorar o uso do espaço por servidores públicos e visitantes.
Principais serviços realizados na reforma
Entre as intervenções mais significativas executadas no Palácio Rio Branco, destacam-se:
- Recuperação completa de pisos, forros e esquadrias originais
- Nova pintura interna e externa, respeitando as cores históricas
- Substituição integral das instalações elétricas e hidráulicas
- Melhorias no sistema de climatização de todo o prédio
- Modernização da iluminação com tecnologia mais eficiente
- Reativação do elevador interno, que estava sem funcionamento
Foco na acessibilidade e experiência do visitante
Um dos aspectos mais importantes da reforma foi a ampliação da acessibilidade. O prédio histórico agora conta com rampas de acesso adequadas e melhores condições de circulação em diferentes áreas, permitindo a entrada e movimentação de pessoas com mobilidade reduzida de forma segura e confortável. As salas do museu que funcionam no local também foram climatizadas, e todo o espaço recebeu adequações para melhorar a experiência de visitação, já que o palácio mantém suas portas abertas ao público durante a semana.
Revitalização das praças ao redor do palácio
Além do edifício principal, a obra incluiu a recuperação completa das praças Eurico Gaspar Dutra e dos Seringueiros, que ficam ao redor do palácio, entre a Avenida Getúlio Vargas e a Rua Arlindo Porto Leal. Foram realizados diversos serviços nessas áreas públicas:
- Recuperação e nivelamento das calçadas
- Melhorias no sistema de drenagem pluvial
- Replante de grama e vegetação ornamental
- Instalação de novos bancos para descanso
- Revitalização da fonte luminosa, do chafariz e do espelho d'água
História e importância do Palácio Rio Branco
Projetado pelo arquiteto alemão Alberto Massler e inspirado em edificações gregas do período neoclássico, o Palácio Rio Branco representa uma inovação arquitetônica para sua época. Construído totalmente em alvenaria quando as edificações tradicionais da região eram em madeira, sua obra foi iniciada em 1929, inaugurada ainda inacabada em 1930 e concluída totalmente apenas em 1948.
O prédio possui dois andares distintos: o primeiro piso abriga o museu aberto à visitação pública, com diversas salas temáticas que contam a história do Acre através de objetos históricos, fotografias, vídeos e depoimentos. Já o segundo andar é reservado exclusivamente para as atividades oficiais do governo acreano.
Entre 1999 e 2002, o palácio foi fechado para uma ampla reforma devido a sérios riscos estruturais e falta de manutenção. Após essa revitalização, foi entregue à população e aberto à visitação de moradores e turistas. Seu tombamento como Patrimônio Histórico e Cultural do Estado do Acre ocorreu em 2005, e três anos depois, em 2008, passou a ser oficialmente denominado Museu Palácio Rio Branco.
Durante a pandemia de COVID-19, o espaço se manteve fechado ao público, sendo reaberto apenas em 2022. O museu que funciona dentro do palácio preserva importantes documentos históricos, incluindo uma réplica do Tratado de Petrópolis original, que registra o acordo que anexou o Acre ao território brasileiro.



