Polícia Civil prende sete em operação contra Comando Vermelho no Lins
Sete presos em operação contra Comando Vermelho no Lins

A Polícia Civil do Rio de Janeiro realiza, nesta sexta-feira, 22 de maio de 2026, uma nova fase da Operação Contenção no Complexo do Lins, na Zona Norte da cidade. A ação é direcionada contra integrantes do Comando Vermelho (CV) e já resultou na prisão de pelo menos sete pessoas.

Mandados e apreensões

Estão sendo cumpridos seis mandados de prisão e 30 de busca e apreensão. As investigações são conduzidas pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco) e pela 26ª Delegacia de Polícia (Todos os Santos). A operação conta com o apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e de equipes dos departamentos-gerais de Polícia da Capital (DGPC), da Baixada (DGPB), do Interior (DGPI) e de Polícia Especializada (DGPE).

Até o momento, foram apreendidos drogas, veículos, celulares e outros dispositivos eletrônicos. Além disso, uma fazenda de criptomoedas foi localizada e desarticulada.

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Alvo da operação

Segundo a Polícia Civil, as diligências identificaram criminosos responsáveis pela manutenção do domínio territorial armado da região, além da prática de roubos e outros crimes patrimoniais que financiam e fortalecem a facção criminosa. O núcleo criminoso está por trás de crimes como tráfico de drogas, roubos de veículos, assaltos a pedestres e ataques a instituições bancárias. O grupo também realizava vigilância armada dos acessos à comunidade para monitorar a movimentação das forças de segurança.

As apurações da Draco revelaram que os criminosos utilizavam grupos restritos de comunicação para compartilhar ordens operacionais, alertas sobre ações policiais e coordenar atividades ligadas ao tráfico de drogas e à atuação armada da organização criminosa. Paralelamente, as investigações da 26ª DP identificaram envolvidos em roubos de veículos, celulares, extorsões e outras práticas violentas destinadas à manutenção do poder bélico e financeiro da facção no Complexo do Lins.

Organização e golpe

As evidências também apontam um elevado grau de organização e divisão de tarefas do grupo criminoso, que atua de forma permanente para impor medo à população, garantir o domínio territorial da facção e dificultar a atuação das forças de segurança.

Em paralelo, os agentes cumprem mandados contra um esquema especializado no golpe da falsa central telefônica. Nesse golpe, criminosos se passavam por funcionários do setor de segurança de bancos, alegando situações de urgência para enganar as vítimas, que eram orientadas a contatar uma central clandestina controlada pela quadrilha. Assim, o grupo conseguia controlar contas bancárias e aplicativos das vítimas, realizando movimentações ilícitas.

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