Um protesto emocionante tomou conta da frente do Palácio Rio Branco, no Centro da capital acreana, na manhã deste domingo (1º). Manifestantes se uniram para pedir justiça pelo assassinato do cão Orelha, um animal comunitário que foi brutalmente agredido em uma praia de Florianópolis, em Santa Catarina, e precisou ser submetido à eutanásia devido aos graves ferimentos.
Ativistas cobram punições e maior proteção aos animais
O ato foi convocado pela Associação Patinha Carente e reuniu um grupo diverso, com cartazes expressivos e a presença de pets, em um apelo por punições rigorosas após o crime que chocou o país. Os investigados são quatro adolescentes de classe média alta, sendo que dois deles haviam viajado aos Estados Unidos, mas retornaram ao Brasil na última quinta-feira (29) por conta das investigações.
História de indignação e solidariedade
Movida pelo amor aos animais e pela indignação com o Caso Orelha, a agente comunitária Ivaldina Lopes levou seu neto Luiz Fernando, de apenas seis anos, para participar do protesto. Eles souberam do caso através de comentários da cantora sertaneja Ana Castela e decidiram se juntar à manifestação.
"É uma situação bem difícil, mas a gente tem que prezar a vida dos animais porque eles são indefesos. Então, a gente não deve judiar dos animais. Temos que amar, cuidar e respeitar. Esperamos justiça, porque o Orelha era um animal indefeso e não merecia morrer dessa forma", afirmou Ivaldina, destacando a importância da causa.
Repercussão nacional do caso
Neste domingo, protestos semelhantes foram registrados em várias partes do Brasil, refletindo a comoção nacional em torno do Caso Orelha. Em São Paulo, manifestantes ocuparam a Avenida Paulista, em frente ao Masp, pedindo justiça contra os agressores do cão.
Em Curitiba e Toledo, no Paraná, moradores, protetores independentes e representantes de Organizações não-governamentais (ONGs) também se reuniram para cobrar rigor nas investigações e punição aos responsáveis por casos de violência contra animais.
O cão Orelha, descrito como idoso e dócil, era um animal comunitário querido, e sua morte trágica tem mobilizado a sociedade em defesa dos direitos animais, evidenciando a necessidade de maior proteção e conscientização sobre maus-tratos.