Mãe marreco e nove filhotes são resgatados da BR-101 em Tubarão após risco de atropelamento
Marrecos resgatados da BR-101 em Tubarão após risco de atropelamento

Operação de resgate salva família de marrecos em rodovia catarinense

Uma cena de risco e solidariedade marcou a tarde de segunda-feira (23) na BR-101, em Tubarão, no Sul de Santa Catarina. Uma mãe marreco e seus nove filhotes, todos da espécie irerê, foram resgatados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) após ficarem encurralados na rodovia, correndo sério risco de atropelamento.

Intervenção rápida evita tragédia

As aves tentavam atravessar a estrada e se encontravam próximas à mureta que divide os dois sentidos da via, completamente expostas ao intenso fluxo de veículos. Diante do perigo iminente, os policiais da PRF tomaram uma medida urgente: interromperam o trânsito por alguns instantes, utilizando cones para garantir a segurança da operação.

Com o tráfego paralisado, os agentes puderam se aproximar com cuidado e retirar os animais da pista. "A prioridade era evitar um atropelamento, especialmente dos filhotes que são mais vulneráveis", explicou um dos envolvidos no resgate.

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Destino: cuidados veterinários

Após serem retirados da rodovia, a família de marrecos foi encaminhada ao Complexo Médico Veterinário da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), também localizado em Tubarão. No local, as aves passarão por:

  • Exames clínicos completos
  • Avaliação do estado de saúde
  • Observação comportamental
  • Verificação de possíveis lesões

Somente após liberação veterinária é que será definido o local adequado para soltura, preferencialmente em ambiente seguro longe das rodovias.

Rodovia representa ameaça constante

O trecho onde ocorreu o resgate é um dos mais movimentados de Santa Catarina, com volume médio que pode atingir 50 mil veículos por dia. Pelo local circulam constantemente carretas de grande porte, algumas transportando até 70 toneladas, o que torna qualquer travessia animal extremamente perigosa.

O irerê é uma ave aquática nativa de Santa Catarina, muito comum em regiões de banhados e lagoas do Sul do estado. Como são animais que dependem de áreas úmidas, a proximidade de rodovias construídas próximas a esses habitats cria um desafio mortal para a espécie.

"Os filhotes são particularmente vulneráveis porque ainda não desenvolveram capacidade de voo suficiente para superar obstáculos como as muretas de concreto", destacou especialista ambiental. A espécie vive em grupos familiares, o que explica a presença da mãe com seus nove descendentes.

Problema recorrente exige atenção

Este não é um caso isolado. Rodovias que cortam áreas naturais frequentemente se tornam armadilhas para a fauna local. A PRF tem registrado diversos incidentes similares, especialmente durante períodos de migração ou quando animais jovens estão aprendendo a se locomover.

A operação em Tubarão demonstra a importância da atuação coordenada entre órgãos de trânsito e instituições de proteção animal. Enquanto soluções de longo prazo como passagens de fauna não são implementadas em todas as rodovias, ações pontuais como esta continuam sendo essenciais para preservar a biodiversidade regional.

A expectativa é que, após os cuidados necessários, a família de marrecos possa retornar à natureza em local seguro, longe dos perigos representados pelas rodovias movimentadas do estado.

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