Incêndio criminoso devasta área protegida e causa morte de animais silvestres no Rio de Janeiro
Um incêndio de grandes proporções, com suspeita de origem criminosa, resultou na morte de diversos animais silvestres na região da Pernambuca, em Arraial do Cabo, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (19). As chamas consumiram aproximadamente 40 mil metros quadrados de vegetação, atingindo diretamente a fauna local e causando danos ambientais significativos.
Fauna local é devastada pelas chamas
Entre os animais que não conseguiram escapar do avanço do fogo estavam ouriços, cobras e lagartos, conforme confirmado pela Prefeitura de Arraial do Cabo. O incêndio alcançou a Área de Proteção Ambiental de Massambaba, que funciona como zona de amortecimento do Parque Estadual da Costa do Sol, ampliando os impactos ecológicos do desastre.
Investigação aponta para possível queima criminosa de resíduos
As causas do incêndio seguem sob investigação, mas uma das linhas apuradas indica a possibilidade de queima criminosa de resíduos. Segundo as autoridades, essa prática teria se espalhado pela vegetação seca, dando origem ao fogo de grandes proporções. O incidente ocorreu nas proximidades de um campo de futebol, exigindo uma resposta rápida das equipes de emergência.
Operação de combate mobiliza múltiplas agências e resulta em ferido
O combate ao incêndio reuniu uma força-tarefa composta por:
- Corpo de Bombeiros
- Secretaria do Ambiente e Saneamento de Arraial do Cabo
- Grupamento Operacional Ambiental e Marítimo (Gopam)
- Grupamento Operacional Distrital
- Guarda-parques do Instituto Estadual do Ambiente (Inea)
Durante as operações, um guarda-parque sofreu queimaduras em partes do corpo e precisou receber atendimento médico em uma unidade de saúde localizada em Praia Seca, no município de Araruama. O fogo foi controlado após horas de esforço conjunto, mas os danos à biodiversidade já eram irreversíveis.
Impactos ambientais e silêncio do Inea preocupam autoridades
O incêndio provocou impactos diretos na fauna local, com a perda de espécies silvestres que habitavam a região. Apesar das tentativas de contato, o Inea não se pronunciou até a última atualização da reportagem, levantando questões sobre a fiscalização e proteção dessas áreas sensíveis. Este evento reforça a necessidade de medidas mais rigorosas contra práticas ilegais que colocam em risco o meio ambiente e a vida animal no estado do Rio de Janeiro.