Fotógrafos Capturam o Espírito Selvagem: Veja as Imagens Vencedoras do Concurso Internacional de Vida Animal
Fotos vencedoras de concurso internacional de vida selvagem

É daquelas coisas que te faz parar tudo o que está fazendo e só… olhar. O concurso internacional de fotografia de vida selvagem, o BigPicture, soltou a lista dos grandes vencedores da sua edição de 2025, e meu Deus, as imagens são de cair o queixo.

Organizado pela California Academy of Sciences, o prêmio é tipo o Oscar do mundo da fotografia natural. E olha, a competição estava acirrada, com mais de seis mil cliques incríveis mandados de praticamente todo o planeta.

O Rei e a Presa: Uma Cena de Pura Tensão

A grande estrela da noite, levando pra casa o título de Grande Premiação, foi o sul-africano Anton Coetzee. A foto dele? Nada mais, nada menos que um leão no exato momento em que ele dá o bote numa zebra. A coisa é tão intensa que você quase consegue ouvir o ruído, sentir a poeira. Coetzee, que é guia de safári, falou que estava com um grupo de turistas quando a cena se desenrolou. Ele conta que aquele momento específico, de ação pura e decisiva, foi algo de outro mundo. A imagem, batizada de "A Consequência da Percepção", é pesada, mas é a realidade nua e crua da savana.

O Olhar que Conta uma História

Mas não foi só de ação que viveu o concurso. Na categoria "Aquático", quem brilhou foi o indiano Siddharth Mandalam. Ele registrou a cena mais tranquila, porém profundamente comovente, de um orangotango-de-sumatra — um dos primatas mais ameaçados de extinção — simplesmente… nadando. O bicho, um macho jovem, estava se mudando para uma ilha de reabilitação. O clique captura um momento raro de serenidade, mostrando uma faceta desses animais que pouca gente conhece.

Já o francês Jérémie Villet, na categoria "Asas", congelou no tempo uma cena de pura elegância: uma coruja-das-neves, branquinha, planando sobre um campo coberto de neve na região de Quebec, no Canadá. A simplicidade da cena é que a torna tão poderosa.

Brasil na Parada!

E tem brasileiro no meio, sim senhor! O fotógrafo Luciano Candisani, um nome de peso na área, foi lá e garantiu uma Menção Honrosa absolutamente merecida. O trabalho dele focou nos incríveis — e ameaçadíssimos — micos-leões-pretos, que vivem nos fragmentos de Mata Atlântica que ainda resistem por aí. As imagens dele não são só bonitas; elas doem, porque mostram a luta diária pela sobrevivência desses bichos num habitat que a gente não para de destruir.

E não para por aí. Outro brasileiro, Bruno Valente, também arrasou e levou uma Menção Honrosa na categoria "Art of Nature" com uma foto surreal de um sapo-dourado pairando sobre folhas. A composição de cores e texturas é simplesmente genial.

Muito Mais que uma Foto Bonita

No fundo, o que esse concurso mostra vai muito, mas muito além da técnica perfeita ou da lente mais cara. Cada uma dessas imagens é um soco no estômago, um lembrete gritante da beleza brutal e frágil do mundo natural. Elas contam histórias de vida, de morte, de resistência e de adaptação.

Os organizadores do BigPicture disseram uma coisa que ficou ecoando: essas fotos têm um poder único de conectar as pessoas com a natureza de um jeito que nenhum relatório científico é capaz. Elas geram empatia. E, francamente, é exatamente disso que a gente precisa agora — parar por um segundo, admirar, e se lembrar do que estamos tentando salvar.

Se você ficou com vontade de ver mais (e vai ficar, trust me), a galeria completa com todos os finalistas e vencedores está disponível no site oficial do BigPicture Natural World Photography Competition. Prepare-se para ter o fôlego roubado.