Carcaça de baleia-jubarte é avistada boiando na barra de Santos, SP
Carcaça de baleia-jubarte boiando em Santos

Uma carcaça de baleia-jubarte foi avistada na barra de Santos, no litoral de São Paulo, gerando comoção e alerta entre especialistas. O inspetor de operações Bruno Pirro da Silva, de 40 anos, registrou o momento em vídeo enquanto realizava a vistoria de um navio. Ao subir até a parte mais alta da embarcação, ele percebeu algo incomum na água. “Quando fui chegando mais perto, me deparei com a carcaça da baleia”, relatou ao g1. Nas imagens, é possível ver uma embarcação de pequeno porte navegando próxima ao animal morto na terça-feira (19).

O que diz o biólogo

O biólogo marinho Eric Comin explicou que a baleia-jubarte (Megaptera novaeangliae) é conhecida pelo comportamento acrobático e pelo canto complexo. “É um animal fascinante e extremamente encantador”, afirmou. Segundo Comin, as jubartes iniciam a migração a partir de abril, deixando as águas geladas da Antártica em direção ao litoral brasileiro em busca de regiões mais quentes e calmas para reprodução e amamentação dos filhotes. A espécie realiza uma das migrações mais longas do reino animal. Durante esse período, alguns filhotes acompanham o trajeto, mas tendem a permanecer em áreas mais próximas, como o litoral de São Paulo.

Características da espécie

No verão, as jubartes se alimentam na Antártica para acumular energia e, depois, seguem para águas tropicais, onde acasalam, dão à luz e amamentam os filhotes. Os animais adultos podem medir entre 13 e 16 metros de comprimento e pesar de 30 a 50 toneladas. Após a temporada reprodutiva, por volta de setembro, as baleias iniciam o retorno à Antártica. Nessa fase, os filhotes começam a aprender a se alimentar antes da viagem de volta.

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Riscos à espécie

Comin informou que estima-se que mais de 30 mil baleias visitem a costa brasileira este ano. Com o crescimento da população da espécie nas últimas décadas, também aumentou o número de animais encontrados mortos ou encalhados nas praias. Os filhotes podem acabar se separando das mães e morrer por desnutrição, afogamento, infecções ou doenças. Além disso, há ameaças provocadas pela ação humana, como o emalhamento em redes de pesca que estão em atividade ou abandonadas no mar, que podem impedir os animais de subirem à superfície para respirar.

O g1 entrou em contato com o Gremar e a Marinha do Brasil, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

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