Cachorra Lilica é encontrada após fuga da Divisão de Bem-Estar Animal em Ribeirão Preto
A cachorra Lilica, que havia fugido da Divisão de Bem-Estar Animal (DBEA) de Ribeirão Preto (SP) na quinta-feira (26), foi finalmente encontrada após uma intensa operação de busca. O animal havia sido resgatado anteriormente devido a uma grave denúncia de maus-tratos, mas conseguiu escapar das instalações municipais poucas horas após sua chegada.
Busca intensiva mobiliza equipes e tecnologia
A fuga da cadela mobilizou imediatamente uma força-tarefa composta por agentes da própria DBEA e da Guarda Civil Metropolitana (GCM). As buscas se concentraram em regiões próximas ao local da fuga, com os profissionais percorrendo meticulosamente cada rua e beco. Até mesmo um drone foi utilizado na operação, demonstrando o comprometimento das autoridades em localizar o animal o mais rápido possível.
Após várias horas de procura, uma moradora da zona Norte da cidade avistou Lilica vagando por uma rua do bairro Adelino Simioni. Curiosamente, o local fica próximo ao condomínio onde a cachorra vivia antes do resgate, sugerindo que o animal possa ter tentado retornar ao seu antigo lar.
Retorno ao abrigo e incerteza sobre futuro
Imediatamente após ser encontrada, Lilica foi conduzida de volta à Divisão de Bem-Estar Animal para receber o atendimento veterinário necessário. A situação da cadela ainda gera preocupação, pois não há uma definição clara sobre quem ficará responsável por ela daqui para frente. As autoridades precisam avaliar cuidadosamente as condições para garantir seu bem-estar permanente.
A cachorra residia em um condomínio na zona Norte de Ribeirão Preto junto com seu tutor, Thallison Henrique Soares da Silva. No dia 17 de março, moradores registraram em vídeo o momento em que Thallison agrediu os animais, dando chutes e arremessando-os contra o chão no pátio do residencial. As imagens chocantes circularam rapidamente e motivaram a denúncia formal de maus-tratos.
Tutor presta depoimento e justifica agressões
Nesta mesma quinta-feira, Thallison foi encaminhado à delegacia para prestar depoimento sobre o caso. Durante seu relato, ele alegou que agiu apenas para separar uma briga entre as duas cachorras, tentando minimizar a gravidade de suas ações. No entanto, o delegado seccional Sebastião Piccinato foi enfático ao analisar as evidências.
"Embora as imagens mostrem de fato a briga entre as cachorras, o que acontece na sequência é considerado agressão", afirmou Piccinato. "Percebemos claramente um excesso, pois mesmo após os cães terem sido separados, há um ataque canino e posteriormente uma agressão completamente desnecessária. Chutes e arremessos contra o solo caracterizam uma conduta típica de quem maltrata animais."
Família participa das buscas e critica administração
Ao tomar conhecimento da fuga de Lilica, o próprio Thallison se uniu à namorada e ao irmão para integrar a força-tarefa de busca. Juntos com as equipes oficiais, percorreram o bairro Adelino Simioni na tentativa de localizar a cadela. Apesar dessa participação, a família não poupou críticas à administração pública após o incidente.
"Eu não consigo acreditar nisso, Deus me livre ela ser atropelada. Não sei nem o que eu faço", desabafou Thallison, demonstrando apreensão pelo destino do animal. A situação expõe falhas no protocolo de segurança da Divisão de Bem-Estar Animal, que permitiu a fuga de um animal recentemente resgatado em condições vulneráveis.
Contexto do resgate e procedimentos padrão
As duas cachorras envolvidas no caso foram originalmente encaminhadas à Divisão de Bem-Estar Animal de Ribeirão Preto, órgão vinculado à prefeitura municipal. No local, elas deveriam receber atendimento médico veterinário completo, conforme estabelece o protocolo padrão para casos de denúncia de maus-tratos. O objetivo era avaliar suas condições físicas e emocionais após o trauma sofrido.
Entretanto, Lilica conseguiu escapar do recinto poucas horas após sua chegada, levantando questões sobre a infraestrutura e os procedimentos de segurança do local. O episódio destaca a necessidade de revisão dos protocolos de manejo de animais resgatados, especialmente aqueles que passaram por situações traumáticas e podem apresentar comportamento imprevisível.
O caso de Lilica continua em acompanhamento pelas autoridades competentes, que devem definir os próximos passos para garantir a segurança e o bem-estar permanente da cadela. A situação também serve como alerta para a importância de denúncias responsáveis e da atuação eficiente dos órgãos de proteção animal.



