Viúva narra momentos de terror em briga de trânsito que resultou em morte de marido em Sorocaba
A esposa do homem assassinado durante uma discussão de trânsito na Avenida Américo Figueiredo, em Sorocaba (SP), na terça-feira (7), estava presente no momento do crime e também foi atingida por tiros ao tentar proteger o marido. De acordo com Daniela de Almeida, Alexandre Aparecido Almeida "não teve tempo para falar nada" antes de ser alvejado com um disparo na cabeça, em um ato de violência que chocou a comunidade local.
Crianças testemunham assassinato do avô e sofrem trauma psicológico
A viúva revelou que o casal estava com dois netos, ambos de três anos de idade, dentro do veículo no momento do ocorrido. As crianças presenciaram o assassinato do avô e, desde então, têm demonstrado sinais de profundo abalo emocional. "Estão abalados e já estamos procurando psicólogo, pois eles viram e falam sobre. Um deles diz que o cara ia matar ele também", relatou Daniela, destacando a gravidade do trauma vivido pelos pequenos.
Detalhes do crime: atirador culpa casal por acidente e age com frieza
Segundo o relato da mulher, ela e Alexandre estavam buscando um carro na oficina elétrica quando outros dois veículos se envolveram em uma colisão. O homem que efetuou os disparos, em um acesso de fúria, afirmou que o automóvel do casal o atrapalhou e, por isso, os responsabilizou pelo acidente. "Ele veio em velocidade e bateu em um outro carro que estava ao nosso lado, à esquerda. O cara e a mulher foram até a esquina para conversar sobre a batida. Nisso, ele chamou meu esposo, e ele, falando no celular, subiu para conversar. No que virou a esquina, o cara já o baleou na cabeça", descreveu Daniela.
Ela ainda acrescentou que, ao ouvir o tiro, saiu correndo do carro na direção do agressor na tentativa de impedir novos ataques, mas também foi alvejada. A frieza do atirador foi um aspecto marcante: "Saiu do local na calma, a esposa dele ali de pé vendo tudo, como se isso fosse normal para ela. Levei três tiros, meu esposo não teve tempo para falar nada", lamentou.
Família busca justiça e enfrenta processo de recuperação
Enquanto a família tenta se reestabelecer emocionalmente, Daniela divide-se entre os cuidados com seus ferimentos e a expectativa de que a justiça seja feita. "Estou tomando todos os medicamentos e trocando todos os curativos. Sinto dores. Um dos tiros foi nas costas e o do braço dilacerou, mas estou me cuidando", afirmou.
A viúva expressou seu desejo por reparação: "Quero que esse cara que destruiu uma família sofra tudo que estou sofrendo. Quero justiça. Meu esposo era trabalhador, tão conhecido em Sorocaba por ajudar, pelas festas beneficentes e ajudar sempre o próximo. Quero que a justiça seja feita". A família também aguarda a liberação judicial para proceder com a cremação do corpo, conforme era um desejo pessoal de Alexandre.
Este trágico episódio reforça os alertas sobre a violência no trânsito e seus impactos devastadores, especialmente quando envolve testemunhas inocentes, como crianças, e deixa famílias inteiras em busca de respostas e consolo.



