Professora denuncia agressão de vizinho após pedir silêncio em Maracanaú
Professora denuncia agressão de vizinho por som alto no CE

A professora Selma Maria Mesquita concedeu entrevista exclusiva à TV Verdes Mares e falou pela primeira vez sobre a agressão que sofreu de seu vizinho, após reclamar do volume excessivo de som na noite de 12 de abril, em Maracanaú, Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). O incidente ocorreu em um condomínio do bairro Boa Vista, onde ela reside com o marido no apartamento da família.

Por volta das 23h daquele domingo, a professora solicitou, pela janela do quarto, que o som do carro fosse reduzido. Em resposta, o vizinho dirigiu-se até a janela da vítima, desferiu um murro na estrutura e proferiu diversos xingamentos, conforme relato de Selma.

“Eu disse: ‘Isso é um quarto, eu quero dormir. Já é mais de dez horas, eu quero dormir’. Quando eu falei isso, ele veio na minha direção enlouquecido. Eu não esperava aquela reação. Antes, ele me xingou, começou a dizer todos os palavrões que você imaginar. Aí ele veio em direção a mim e deu um murro na janela. Eu fechei a janela para me proteger”, descreveu a professora.

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Selma afirmou que, no dia da agressão, o vizinho a atingiu com um murro no rosto. Quando o marido dela interveio, também foi agredido, caiu no chão e lesionou-se. A Polícia Militar foi acionada e compareceu ao local.

A professora disse que enfrenta problemas emocionais desde o ocorrido, incluindo dificuldades para dormir. “Só de falar, verbalizar o que eu passei, não tem palavras para passar a minha emoção. Até hoje eu não consigo dormir olhando o olhar de ódio daquele homem, um homem que eu nunca vi na minha vida”, desabafou.

O agressor trabalhava em cargo comissionado na Prefeitura de Maracanaú, mas foi exonerado. Em nota, a gestão municipal informou que o homem deixou o cargo em 17 de abril de 2026, após a prefeitura tomar conhecimento do ocorrido.

Desde a agressão, Selma não consegue mais permanecer no apartamento onde foi agredida e deseja se mudar, mas não possui condições financeiras para isso. “O nosso canto foi violado. Eu não tenho segurança. Eu escuto qualquer pancada, qualquer coisa, eu já fico imaginando que alguém vai entrar, que alguém vai me espancar”, lamentou.

A Polícia Civil informou, em nota, que investiga o caso como lesão corporal dolosa. “Um Boletim de Ocorrência (BO) foi registrado no dia 21 de abril. O caso está a cargo da 1ª Delegacia de Polícia Civil de Maracanaú.” A reportagem não conseguiu localizar o suspeito para comentar as acusações. As imagens das câmeras de segurança, recebidas pelo g1, tiveram os rostos dos envolvidos borrados.

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