Mulher é arrastada para beco e agredida com cloro após sair de boate em Goiânia
Uma mulher de 29 anos foi violentamente agredida na saída de uma boate em Goiânia, no último domingo (15), em um caso que chocou a capital goiana. Segundo o relato da vítima à Polícia Militar, ela foi arrastada para um beco próximo ao estabelecimento e novamente atacada após ter uma substância, inicialmente descrita como cloro, jogada em seu rosto.
Detalhes do crime e suspeitas
De acordo com as informações da PM, três pessoas participaram da agressão: duas mulheres e um homem. A vítima explicou aos policiais que as agressões começaram quando ela deixou a boate, com o suspeito masculino lançando o produto em seu rosto. "Eu estava lá, fui para fora e um homem jogou cloro na minha cara e me levaram para um beco e me bateram lá. As mulheres. E ele quebrou meu celular", descreveu a mulher.
Uma das envolvidas no crime, após ser presa, apresentou uma versão diferente aos militares. Ela negou a agressão e afirmou que os ferimentos teriam sido causados por um entorpecente conhecido como lança-perfume, uma mistura que contém solventes químicos, jogado no rosto da vítima pelo suspeito com quem ela teria discutido momentos antes do incidente.
Prisões e histórico criminal
O homem suspeito foi preso pela Força Tática portando drogas, uma balança de precisão e R$ 500 em dinheiro. A Polícia Militar destacou que ele possui passagens criminais por tráfico de drogas e estava utilizando tornozeleira eletrônica no momento da prisão, o que aumenta a gravidade do caso.
As duas mulheres envolvidas também foram detidas, mas os nomes dos suspeitos não foram divulgados oficialmente, dificultando o contato com suas defesas. A reportagem tentou obter mais informações junto à Polícia Civil sobre a situação atual dos detidos e os crimes pelos quais devem responder, mas não houve retorno até o fechamento desta matéria.
Contexto e investigações
Este caso ocorre em um cenário de preocupação com a segurança pública em áreas de entretenimento noturno de Goiânia. A agressão, que envolveu múltiplos agressores e o uso de substâncias potencialmente perigosas, levanta questões sobre a eficácia das medidas de vigilância e a necessidade de maior proteção para frequentadores de boates e bares.
As autoridades continuam investigando os detalhes do crime, incluindo a natureza exata da substância utilizada e as motivações por trás da violência. A vítima, que sofreu ferimentos físicos e emocionais, recebeu atendimento médico, mas o impacto do trauma ainda está sendo avaliado.



