Corpo de ativista animal morta a tiros é velado em Avaré; PM confesso preso
Corpo de ativista animal morta a tiros é velado em Avaré

O corpo de Eurídice Augusta de Souza Michelin, de 57 anos, foi velado em Avaré (SP) nesta quinta-feira (7). A mulher, conhecida na cidade por seu engajamento na causa animal, foi morta a tiros na noite de terça-feira (5). O policial militar José Augusto de Andrade Paifer confessou o crime e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça.

Detalhes do crime e da vítima

Segundo familiares, Eurídice vivia próxima à represa de Jurumirim, com 18 cachorros. Após sua morte, os animais foram recolhidos por uma ONG. Uma parente, que preferiu não se identificar, afirmou ao g1 que a vítima era uma pessoa isolada da família devido à distância, mas muito dedicada aos bichos. Ela havia instalado um alambrado em casa para que os cães de grande porte não incomodassem os vizinhos.

A morte de Eurídice foi um choque para os parentes, que ainda se recuperavam da perda de outro familiar em abril. A causa animal era a vida dela, e sua morte tem sido revoltante para todos, especialmente para sua mãe, que perdeu um neto há cerca de um mês.

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Relacionamento desconhecido

Nenhum familiar sabia do relacionamento entre Eurídice e o policial. Segundo a parente, o círculo familiar desconhecia José Augusto. O casal vivia de forma reservada. José alega que mantinha um caso extraconjugal com Eurídice há dez meses, mas a família contesta essa versão. Ninguém tinha ideia desse suposto caso, nem os filhos, primos ou outros parentes.

De acordo com a família, Eurídice foi morta com quatro tiros em diferentes partes do corpo, incluindo um no rosto. Apesar do rosto desfigurado, o velório foi realizado com caixão aberto. Uma prima fez um desabafo, afirmando que o tiro no rosto representava misoginia. A família pede uma investigação completa.

Versão do suspeito

Segundo o boletim de ocorrência, policiais militares encontraram José Augusto no local. Ele confessou o crime e indicou onde estava o corpo, dentro de um carro. A arma usada e uma pistola com numeração raspada foram apreendidas em sua casa. José disse que mantinha um relacionamento extraconjugal com Eurídice e que ela o ameaçava com falsas acusações de estupro e divulgação de imagens íntimas. Ele afirmou que a encontrou em um supermercado com a esposa e acreditou estar sendo seguido. Durante o trajeto, ela teria parado bruscamente e iniciado uma discussão, momento em que ele atirou.

O suspeito permaneceu em silêncio sobre a arma ilegal. A Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva durante audiência de custódia na quarta-feira (6). Eurídice foi sepultada na manhã de quinta-feira (7) no Cemitério Parque Memorial Pôr-do-Sol, em Avaré. Ela deixa pais e três filhos.

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