Confronto entre facções no Estácio deixa um morto e quatro baleados, incluindo criança
Confronto no Estácio: um morto, quatro baleados e criança ferida

Confronto entre facções criminosas no Estácio termina com tragédia: um morto e quatro baleados

Um violento tiroteio entre facções rivais no bairro do Estácio, na Região Central do Rio de Janeiro, resultou em uma morte e quatro pessoas baleadas, incluindo uma criança de apenas 9 anos. O confronto ocorreu nas proximidades da Praça da Clínica da Família Medalhista Olímpico Ricardo Lucarelli, na noite de quarta-feira (18), e as consequências se estenderam até a tarde desta quinta-feira (19).

Vítimas do confronto armado

A segunda vítima fatal do tiroteio foi identificada como Henrique da Silva, de 24 anos, que morreu no Hospital da Polícia Militar. O primeiro óbito havia sido de Marcos Pinícius Gomes Marinho, de 37 anos. Além dos dois mortos, outras duas pessoas ficaram feridas pelos disparos, sendo uma delas a criança de 9 anos, que segue internada no mesmo hospital em estado de saúde monitorado.

Local do conflito e dinâmica do ataque

O tiroteio aconteceu nas imediações da Rua Frei Caneca, entre as ruas Neco do Estácio e Alcebíades Barcelos, uma área conhecida como “Predinhos”, na comunidade da Mineira. Este local, que anteriormente abrigava o antigo Presídio Frei Caneca, é território controlado pelo Terceiro Comando Puro (TCP). De acordo com relatos de moradores e testemunhas, criminosos ligados ao Morro do Fallet, do Comando Vermelho, invadiram a região para atacar integrantes do grupo rival.

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Segundo informações, dois homens chegaram ao local em uma motocicleta e efetuaram diversos disparos contra membros da facção adversária, fugindo em seguida. O ataque surpreendeu moradores e frequentadores da praça, que tem barracas montadas e é um ponto de convivência na comunidade.

Cenas de pânico e desespero registradas

Imagens de câmeras de segurança capturaram momentos de caos e terror durante o tiroteio. Nas gravações, é possível ver a movimentação de pessoas na praça, quando, de repente, homens armados aparecem correndo e atirando. Em meio ao desespero, uma mulher é vista empurrando às pressas um carrinho de bebê na tentativa de escapar dos disparos, enquanto outras pessoas se jogam no chão para se proteger.

Em outro ângulo, registrado instantes antes, um casal é visto dentro de uma das barracas, momento que precede a correria generalizada. Foi nesse contexto de violência súbita que a menina de 9 anos acabou sendo baleada, tornando-se uma das vítimas inocentes do confronto.

Atendimento e resgate das vítimas

O Corpo de Bombeiros foi acionado às 20h58 da noite de quarta-feira para atender à ocorrência, com militares do Quartel Central se deslocando até o local. No entanto, ao chegarem, as vítimas já haviam sido socorridas por populares, que as encaminharam para unidades de saúde. A rápida ação dos moradores foi crucial para o atendimento inicial dos feridos, embora a situação tenha exigido intervenção hospitalar especializada.

Este episódio reforça os desafios de segurança pública em áreas urbanas do Rio, onde conflitos entre facções criminosas frequentemente colocam a população civil em risco. A presença de uma criança entre os feridos evidencia a gravidade da violência e a necessidade de medidas eficazes para proteger os moradores de comunidades afetadas por esses embates.

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