A cidade de Mogi Mirim, no interior de São Paulo, registrou na madrugada desta segunda-feira (5) o primeiro caso de latrocínio – roubo seguido de morte – em um ano e cinco meses. A vítima foi o comerciante Guilherme Augusto Pereira, de 36 anos, proprietário de uma lanchonete, baleado durante um assalto ao seu estabelecimento.
Detalhes do crime que chocou a cidade
O crime ocorreu na Rua João Baron, no Jardim Lago. Câmeras de segurança registraram o momento em que Guilherme estava sentado em uma cadeira na frente da lanchonete, durante o expediente, quando foi surpreendido por um assaltante. O criminoso se aproximou por trás e encostou uma arma na cabeça do comerciante. Com o susto da vítima, o homem efetuou um disparo.
Guilherme caiu na calçada. Sua esposa, Amanda Santos, que também é proprietária do local e presenciou a cena, surgiu em seguida. As imagens mostram ainda um segundo suspeito se aproximando, que saiu correndo ao ouvir os tiros. A Polícia Militar informou que a vítima foi socorrida por parentes e levada à Santa Casa de Mogi Mirim, mas não resistiu aos ferimentos.
De acordo com o boletim de ocorrência, o criminoso fugiu com joias e dinheiro do caixa. A Polícia Civil destacou que nenhuma cápsula foi encontrada no local, indicando a possibilidade de os disparos terem sido feitos com um revólver. O caso foi registrado como latrocínio no plantão policial de Mogi Guaçu e, até o momento, ninguém foi preso.
Histórico de violência e perfil da vítima
Este é o primeiro latrocínio registrado em Mogi Mirim desde julho de 2024. Na ocasião anterior, um jovem de 21 anos foi morto a facadas após ser rendido com um amigo na saída de um bar em Artur Nogueira. Os dois foram levados para a zona rural de Mogi Mirim e esfaqueados. Os criminosos fugiram com o carro, celulares e cartões das vítimas, e o amigo sobreviveu ao fingir-se de morto.
Dados da transparência da Secretaria de Segurança Pública (SSP) mostram que a cidade acumula 21 vítimas de latrocínio desde 2001. O ano com maior número de ocorrências foi justamente 2001, com três vítimas. O histórico recente é o seguinte:
- 2025: 0 (até este caso)
- 2024: 2
- 2023: 1
- 2022: 0
- 2021: 0
Guilherme Pereira era conhecido por sua alegria e paixão por cavalos e futebol. Em suas redes sociais, compartilhava a rotina na lanchonete, momentos com a esposa e a filha, viagens com familiares e amigos, e idas ao estádio com a Torcida Organizada Vila Dias, time de futebol amador da cidade. O clube publicou uma nota de pesar no Instagram, lamentando a perda do torcedor.
Repercussão e investigações em andamento
A esposa de Guilherme, Amanda Santos, manifestou sua dor nas redes sociais. "Não imaginei que você iria partir. Obrigada por tudo, amo você", escreveu. O caso gerou uma onda de homenagens e comoção nas redes sociais e na comunidade local.
A reportagem do g1 solicitou à SSP informações sobre o andamento das investigações tanto deste caso quanto do ocorrido em julho de 2024. A matéria será atualizada assim que houver um posicionamento oficial da pasta. As autoridades seguem em busca dos responsáveis pelo crime que interrompeu uma vida e reacendeu o alerta para a violência na região.