O tenente-coronel da Polícia Militar de Mato Grosso, Welington Rodrigues Mendonça, foi exonerado do cargo de comando do 22º Batalhão da PM, localizado em Peixoto de Azevedo, a 692 quilômetros de Cuiabá. A decisão ocorreu após uma denúncia formal de importunação sexual, apresentada por uma servidora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). O incidente aconteceu em um posto de combustíveis na capital mato-grossense, no último domingo (25).
Resposta institucional da Polícia Militar
Em comunicado oficial, a Polícia Militar informou que, além da exoneração imediata do militar, a Corregedoria-Geral da PM instaurou um procedimento administrativo para apurar minuciosamente os fatos. A corporação reforçou que não compactua com nenhum tipo de crime cometido por seus integrantes, demonstrando uma postura firme diante da situação.
O texto da nota ainda esclarece que o militar está em liberdade condicionada ao comparecimento obrigatório aos atos do processo, respondendo civil e criminalmente pelas acusações. Essa medida busca garantir que a justiça seja aplicada sem prejuízos à investigação.
Posicionamento da Assembleia Legislativa
A ALMT também se manifestou por meio de uma nota, repudiando veementemente o crime atribuído ao PM. A instituição afirmou que prestará total apoio à vítima durante todo o desenrolar do caso. O presidente da Casa, deputado Max Russi (PSB), assumiu o compromisso de realizar os encaminhamentos necessários para que todas as providências cabíveis sejam adotadas com o máximo de rigor.
Detalhes do ocorrido no posto de combustíveis
Conforme o boletim de ocorrência registrado, a Polícia Militar foi acionada para atender uma ocorrência de confusão em um estabelecimento comercial próximo à Praça 8 de Abril, em Cuiabá. Relatos iniciais indicavam que um homem armado estaria se identificando como delegado no local.
No momento da chegada dos policiais, a vítima e uma testemunha apresentaram um relato detalhado dos acontecimentos. Segundo elas, o suspeito se aproximou do grupo, sentou-se ao lado da servidora e começou a fazer insinuações de cunho sexual. Diante da recusa da mulher, o indivíduo teria pegado na coxa dela e pressionado seu corpo contra o dela, caracterizando a importunação sexual.
Comportamento do militar durante a abordagem
Os registros policiais apontam que uma testemunha tentou intervir, pedindo que o suspeito se afastasse, mas ele teria permanecido no local. Em seguida, Welington Rodrigues Mendonça se identificou como militar da PM e afirmou estar armado, o que aumentou a tensão do momento.
Mesmo após a chegada dos policiais, o tenente-coronel teria voltado a se aproximar da vítima, segurando seu braço e questionando o que ela havia relatado aos agentes. Durante a abordagem, os militares observaram que Wellington apresentava sinais evidentes de embriaguez e se recusou a entregar a arma que portava, dificultando a ação policial.
Encaminhamentos legais e investigações
O caso foi registrado oficialmente como injúria e importunação sexual na delegacia competente. Agora, a investigação detalhada ficará a cargo da Polícia Civil de Mato Grosso, que deverá apurar todas as circunstâncias e coletar provas para um possível processo criminal.
Esse episódio reforça a importância de mecanismos de controle e transparência dentro das instituições públicas, especialmente em casos que envolvem alegações de violência e assédio. A rápida exoneração e a abertura de procedimentos administrativos indicam um esforço para manter a integridade da corporação, mas o desfecho final dependerá das investigações em andamento.